Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Paciente de 62 anos apresenta quadro de meningite bacteriana; seu filho de 18 anos também. Com relação ao tratamento empírico, é correto afirmar:
Meningite bacteriana: <50 anos → Ceftriaxone; >50 anos ou imunocomprometido → Ceftriaxone + Ampicilina (cobre Listeria).
O tratamento empírico da meningite bacteriana varia com a idade devido à epidemiologia dos patógenos. Em pacientes com mais de 50 anos ou imunocomprometidos, a cobertura para Listeria monocytogenes com ampicilina é crucial, além da cobertura para pneumococo e meningococo com ceftriaxone.
A meningite bacteriana é uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para evitar sequelas neurológicas graves ou óbito. A escolha do tratamento empírico é crucial e deve ser guiada pela idade do paciente e fatores de risco, que influenciam a epidemiologia dos patógenos mais prováveis. A incidência de meningite bacteriana varia com a idade, sendo Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis os mais comuns em adultos jovens, enquanto Listeria monocytogenes se torna uma preocupação significativa em extremos de idade (neonatos e >50 anos) e em pacientes imunocomprometidos. A fisiopatologia envolve a invasão das meninges por bactérias, levando a uma resposta inflamatória intensa no espaço subaracnoideo. O diagnóstico é feito pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) após punção lombar. A suspeita clínica baseia-se em febre, cefaleia, rigidez de nuca e alteração do estado mental. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta do LCR, mesmo antes dos resultados da cultura, para otimizar o prognóstico. Para pacientes com menos de 50 anos e sem imunocomprometimento, o esquema padrão é ceftriaxone (ou cefotaxima). Para pacientes com mais de 50 anos ou com fatores de risco para imunocomprometimento (como alcoolismo, diabetes, doença renal crônica, uso de imunossupressores), a ampicilina deve ser adicionada ao ceftriaxone para cobrir Listeria monocytogenes. A vancomicina também pode ser considerada em áreas com alta prevalência de pneumococos resistentes a cefalosporinas. O prognóstico depende da rapidez do início do tratamento e da virulência do patógeno.
A principal diferença é a adição de ampicilina para pacientes acima de 50 anos ou imunocomprometidos, visando cobrir Listeria monocytogenes, que é mais prevalente e grave nessas populações.
A ampicilina é adicionada para garantir cobertura contra Listeria monocytogenes, um patógeno que causa meningite e é mais comum em neonatos, idosos (>50 anos) e pacientes imunocomprometidos, e que não é coberto adequadamente por cefalosporinas de terceira geração como o ceftriaxone.
Em adultos jovens, os patógenos mais comuns são Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. O tratamento empírico com ceftriaxone (ou cefotaxima) é eficaz contra esses agentes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo