SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Mulher de 20 anos procura atendimento referindo corrimento amarelo-esverdeado, com odor fétido, sem prurido, com início há uma semana. Relata que o parceiro sexual também está com corrimento uretral e disúria. Ao exame especular, verifica-se corrimento amarelado e colo com secreção mucopurulenta e colo friável com sangramento fácil, mas com mobilidade não dolorosa. Diante desse quadro, o tratamento é:
Corrimento mucopurulento + colo friável + parceiro sintomático → tratar Gonorreia e Clamídia empiricamente + tratar parceiro.
O quadro clínico sugere fortemente infecção por Neisseria gonorrhoeae e/ou Chlamydia trachomatis, que frequentemente coexistem. O tratamento empírico deve cobrir ambos os patógenos, e o tratamento do parceiro sexual é fundamental para evitar reinfecção e controlar a disseminação da DST.
As infecções do trato genital inferior, como cervicite e uretrite, são frequentemente causadas por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), sendo a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis os agentes etiológicos mais comuns. A apresentação clínica típica inclui corrimento vaginal ou uretral anormal, disúria e, no exame ginecológico, um colo friável com secreção mucopurulenta. A presença de sintomas no parceiro sexual reforça a suspeita de DST. Devido à alta taxa de coinfecção entre gonorreia e clamídia, o tratamento empírico deve cobrir ambos os patógenos. As diretrizes atuais recomendam a combinação de ceftriaxona (para gonorreia) e azitromicina (para clamídia). A ciprofloxacina, mencionada em algumas alternativas, não é mais recomendada para o tratamento da gonorreia devido à crescente resistência bacteriana. É imperativo que o parceiro sexual também seja avaliado, orientado e tratado para evitar a reinfecção e a disseminação da doença na comunidade. Este cenário destaca a importância de uma abordagem abrangente no manejo das DSTs, incluindo a educação sobre sexo seguro, aconselhamento e testagem para outras infecções sexualmente transmissíveis. O tratamento adequado e o manejo dos parceiros são pilares para o controle dessas infecções e a prevenção de complicações a longo prazo, como doença inflamatória pélvica e infertilidade.
Os principais sinais e sintomas de cervicite por DST incluem corrimento vaginal anormal (amarelado, esverdeado, mucopurulento), odor fétido, sangramento pós-coito, e ao exame especular, colo friável com sangramento fácil e secreção mucopurulenta. O parceiro pode apresentar uretrite com disúria e corrimento uretral.
O tratamento empírico recomendado para gonorreia e clamídia, conforme as diretrizes atuais, é a combinação de ceftriaxona 250 mg IM (dose única) para gonorreia e azitromicina 1 g VO (dose única) para clamídia. É crucial tratar ambos os patógenos devido à alta taxa de coinfecção.
É fundamental tratar o parceiro sexual para interromper a cadeia de transmissão da infecção, prevenir a reinfecção da paciente e evitar complicações para o próprio parceiro. O tratamento deve ser realizado mesmo que o parceiro seja assintomático, pois ele pode ser um portador da infecção.
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