HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Homem de 65 anos, portador de DPOC, queixa-se de dispneia aos moderados esforços há 1 ano. Durante avaliação, apresentou VEF 1 de 72%, mMRC de 1 e eosinófilos plasmáticos de 330 células/μL. No último ano, teve dois episódios de exacerbações, sem necessidade de internação hospitalar.O tratamento mais adequado para este paciente deve ser
DPOC com VEF1 > 50%, mMRC 1, 2 exacerbações sem internação e eosinófilos > 300 → LABA + LAMA + CI.
Este paciente se enquadra no grupo D da GOLD (alto risco de exacerbações, sintomas leves), com eosinofilia > 300 células/μL, indicando benefício da terapia tripla (LABA + LAMA + CI) para reduzir exacerbações e melhorar o controle da doença.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, caracterizada por limitação do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição a partículas ou gases nocivos, principalmente fumaça de cigarro. O manejo adequado visa controlar os sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida. As diretrizes GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) fornecem um guia abrangente para o diagnóstico e tratamento, sendo atualizadas anualmente. A avaliação da DPOC envolve a espirometria (VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador), a avaliação dos sintomas (escala mMRC ou CAT) e o histórico de exacerbações. O paciente do caso, com VEF1 de 72% (GOLD 1 - leve), mMRC de 1 (sintomas leves) e duas exacerbações sem internação no último ano (alto risco), se enquadra no grupo D da GOLD. A contagem de eosinófilos plasmáticos é um biomarcador importante; valores acima de 300 células/μL indicam maior probabilidade de resposta aos corticoides inalatórios (CI), justificando sua inclusão na terapia. Para pacientes do grupo D com eosinofilia > 300 células/μL, a terapia tripla com um β2-agonista de longa ação (LABA), um anticolinérgico de longa ação (LAMA) e um corticoide inalatório (CI) é a conduta mais adequada. Essa combinação demonstrou ser eficaz na redução de exacerbações, melhora da função pulmonar e da qualidade de vida em pacientes selecionados, otimizando o controle da doença e prevenindo a progressão. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando o perfil do paciente e a resposta às terapias anteriores.
A terapia tripla é indicada para pacientes com DPOC que persistem com sintomas ou exacerbações apesar da terapia dupla (LABA/LAMA), especialmente aqueles com eosinofilia sanguínea > 300 células/μL, que se beneficiam do corticoide inalatório.
A contagem de eosinófilos sanguíneos é um biomarcador que prediz a resposta aos corticoides inalatórios (CI) na prevenção de exacerbações. Níveis > 300 células/μL sugerem maior benefício do CI na redução de eventos agudos.
A classificação GOLD agrupa os pacientes em A, B, C e D com base nos sintomas (mMRC, CAT) e histórico de exacerbações, direcionando o tratamento inicial com broncodilatadores (LABA, LAMA) e a escalada terapêutica, incluindo CI para grupos de maior risco e eosinofilia.
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