HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Um paciente seu de 68 anos, sabidamente portador de DPOC, sem tratamento específico, com prova de função pulmonar mostrando um VEF1 de 40% do previsto, tem apresentado 3 exacerbações no último ano. A Saturação de 02 por oximetria de pulso é 91%, apresentando ao hemograma eosinófilos 80 cels/mm3 .Qual dos seguintes esquemas terapêuticos é o mais apropriado?
DPOC GOLD E (VEF1 <50%, ≥2 exacerbações/ano ou ≥1 hospitalização): LAMA+LABA é a terapia inicial. ICS se eosinófilos >300.
Para pacientes com DPOC grave (VEF1 40%) e alto risco de exacerbações (3/ano), classificados como GOLD E, a terapia inicial recomendada é a combinação de um broncodilatador de longa ação muscarínico (LAMA) e um broncodilatador de longa ação beta-2 agonista (LABA). A adição de corticosteroide inalatório (ICS) é considerada se houver eosinofilia significativa (>300 células/mm³), o que não é o caso aqui (80 células/mm³).
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva caracterizada por limitação do fluxo aéreo, que não é totalmente reversível. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é fundamental para guiar o tratamento, estratificando os pacientes com base na gravidade da obstrução do fluxo aéreo (VEF1) e no risco de exacerbações e sintomas. Pacientes com VEF1 < 50% do previsto e histórico de múltiplas exacerbações (≥ 2 por ano) ou hospitalizações por DPOC são classificados como GOLD E, indicando doença grave e alto risco. O manejo da DPOC visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida. Para pacientes do grupo E, a terapia inicial recomendada é a combinação de um broncodilatador de longa ação muscarínico (LAMA) e um broncodilatador de longa ação beta-2 agonista (LABA). Essa combinação oferece broncodilatação superior à monoterapia e é eficaz na redução de exacerbações. A escolha de medicamentos como umeclidínio + vilanterol ou tiotrópio + olodaterol reflete essa abordagem. A adição de corticosteroides inalatórios (ICS) à terapia LAMA+LABA é considerada para pacientes do grupo E que persistem com exacerbações, especialmente se houver eosinofilia sanguínea (>300 células/mm³), indicando um componente inflamatório eosinofílico. No entanto, em pacientes com eosinófilos baixos (<100 células/mm³), o benefício do ICS é menor e o risco de efeitos adversos, como pneumonia, pode ser maior. Broncodilatadores de curta ação, como o salbutamol, são utilizados como medicação de resgate para alívio rápido dos sintomas.
A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) estratifica os pacientes com DPOC com base no VEF1 (gravidade da obstrução) e no risco de exacerbações/sintomas. Isso direciona a escolha dos broncodilatadores (SABA, SAMA, LABA, LAMA) e a necessidade de corticosteroides inalatórios (ICS) ou terapia tripla.
O ICS é indicado na DPOC para pacientes com alto risco de exacerbações (grupo E) e que apresentam eosinofilia sanguínea (geralmente >300 células/mm³). Em pacientes com eosinófilos baixos, o benefício é menor e o risco de efeitos adversos, como pneumonia, pode ser maior.
A combinação de um LAMA (antagonista muscarínico de longa ação) e um LABA (agonista beta-2 de longa ação) oferece broncodilatação sinérgica e mais potente do que a monoterapia. É a terapia de escolha para pacientes com DPOC moderada a grave e alto risco de exacerbações, melhorando a função pulmonar e reduzindo sintomas.
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