DPOC: Broncodilatadores e Eosinófilos no Tratamento

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), sabe-se que os broncodilatadores são a pedra angular no seu tratamento. Baseando-se nessa constatação, avalie as seguintes alternativas: I - A adição de um segundo broncodilatador de longa duração com um mecanismo de ação diferente aumenta os benefícios sobre diferentes desfechos, notadamente a dispneia e a frequência e gravidade das exacerbações na DPOC. II - Apenas a adição do corticosteroide a um broncodilatador é suficiente para prevenir e tratar a dispneia e as exacerbações. III - A dosagem de eosinófilos no sangue é apontada como um preditor de resposta aos CI em indivíduos com DPOC. IV - A associação LABA + LAMA está indicada apenas para pacientes com DPOC muito graves, durante exacerbações do quadro. Estão corretas, apenas,

Alternativas

  1. A) III e IV.
  2. B) I e II.
  3. C) II e IV.
  4. D) I e III.

Pérola Clínica

DPOC: Dupla broncodilatação (LABA+LAMA) melhora dispneia/exacerbações. Eosinófilos predizem resposta a CI.

Resumo-Chave

Na DPOC, a combinação de dois broncodilatadores de longa duração (LABA + LAMA) é superior à monoterapia para controle da dispneia e redução de exacerbações. Além disso, a contagem de eosinófilos no sangue é um biomarcador importante para predizer a resposta aos corticosteroides inalatórios (CI).

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva caracterizada por limitação do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição prolongada a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. O tratamento visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida. Os broncodilatadores são a pedra angular do tratamento da DPOC. A combinação de dois broncodilatadores de longa duração com mecanismos de ação diferentes, como um agonista beta-2 de longa duração (LABA) e um anticolinérgico de longa duração (LAMA), é mais eficaz que a monoterapia. Essa dupla broncodilatação melhora significativamente a dispneia e reduz as exacerbações, sendo indicada para pacientes sintomáticos e/ou com histórico de exacerbações. Os corticosteroides inalatórios (CI) não são indicados para todos os pacientes com DPOC e devem ser usados em combinação com broncodilatadores. A dosagem de eosinófilos no sangue é um biomarcador importante, pois uma contagem elevada (>100-300 células/µL) prediz uma melhor resposta aos CI, auxiliando na individualização da terapia e na prevenção de exacerbações. A associação LABA + LAMA + CI é reservada para pacientes com exacerbações frequentes e eosinofilia.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da associação LABA + LAMA no tratamento da DPOC?

A associação de um agonista beta-2 de longa duração (LABA) com um anticolinérgico de longa duração (LAMA) proporciona broncodilatação mais potente e sustentada, melhorando a dispneia e reduzindo a frequência de exacerbações em pacientes com DPOC, sendo uma estratégia central.

Quando os corticosteroides inalatórios (CI) são indicados na DPOC?

CI são indicados em pacientes com DPOC que apresentam exacerbações frequentes, especialmente aqueles com contagem de eosinófilos sanguíneos elevada, como parte de uma terapia combinada (LABA/LAMA/CI), e não como monoterapia.

Como os eosinófilos sanguíneos influenciam a escolha do tratamento na DPOC?

Uma contagem elevada de eosinófilos no sangue é um preditor de melhor resposta aos corticosteroides inalatórios, ajudando a guiar a decisão de adicionar CI ao regime terapêutico em pacientes com DPOC, otimizando a terapia.

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