HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
A base do tratamento medicamentoso da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica são os broncodilatadores por via inalatória, sendo:
O tratamento da DPOC é personalizado, combinando a avaliação da gravidade dos sintomas (mMRC/CAT) e o risco de futuras exacerbações.
A abordagem moderna para o tratamento da DPOC, preconizada pelo GOLD, abandonou a classificação baseada apenas na espirometria (VEF1). A escolha da terapia inalatória é guiada por uma avaliação combinada que classifica os pacientes em grupos (A, B, C, D) de acordo com seus sintomas e histórico de exacerbações.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição complexa cujo tratamento evoluiu significativamente. A estratégia atual, proposta pela Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD), enfatiza uma abordagem individualizada que vai além da simples medida da função pulmonar. O tratamento farmacológico, principalmente com broncodilatadores inalatórios, não é mais ditado apenas pelo grau de obstrução ao fluxo aéreo (VEF1). Em vez disso, a decisão terapêutica é baseada em uma avaliação combinada que integra dois domínios cruciais: a gravidade dos sintomas (avaliada por questionários como o mMRC ou o CAT) e o perfil de risco do paciente (determinado pelo número de exacerbações no último ano). Essa avaliação classifica os pacientes em quatro grupos (A, B, C, D), cada um com uma recomendação terapêutica inicial específica. Por exemplo, um paciente com poucos sintomas mas alto risco de exacerbação (Grupo C) receberá um tratamento diferente de um paciente muito sintomático mas com baixo risco (Grupo B). Esta abordagem garante que o tratamento seja direcionado tanto para o alívio dos sintomas diários quanto para a prevenção de eventos agudos que pioram o prognóstico.
A gravidade dos sintomas é medida por escalas como mMRC ou CAT. O risco de exacerbação é avaliado pelo histórico do último ano: baixo risco (0 ou 1 exacerbação moderada) e alto risco (≥2 exacerbações moderadas ou ≥1 que levou à hospitalização).
Os broncodilatadores de longa duração (beta-2 agonistas - LABA, e anticolinérgicos - LAMA) são a base da terapia de manutenção. A escolha entre monoterapia ou terapia dupla (LABA/LAMA) depende do grupo de classificação do paciente.
Os corticoides inalatórios (CI) são geralmente reservados para pacientes com alto risco de exacerbações (grupos C e D) e, idealmente, com contagem de eosinófilos no sangue ≥ 300 células/μL, pois este grupo tende a ter melhor resposta e redução de exacerbações.
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