SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Em função da alta incidência de câncer de mama no Brasil, do acometimento de mulheres cada vez mais jovens e da dificuldade de acesso e agilidade no acolhimento de mulheres sintomáticas no sistema público de saúde, sobretudo em serviços com médicos especialistas na área de mastologia, torna-se fundamental que sejam disponibilizadas cada vez mais informações e conhecimento específico no diagnóstico diferencial das doenças da mama. O longo tempo de espera para encaminhamento ao serviço especializado dificulta o acesso aos exames necessários (como ecografia e biópsia) para completar a avaliação diagnóstica.Em relação ao tratamento da dor mamária na atenção básica é CORRETO afirmar que: pode-se medicar a paciente no caso de dor mamária?
Dor mamária: medicar apenas se interfere na vida da paciente, após exclusão de causas graves e tranquilização.
A dor mamária (mastalgia) é uma queixa comum, e o tratamento medicamentoso na atenção básica deve ser considerado quando a dor é significativa e impacta a qualidade de vida da paciente, após a exclusão de causas mais graves e a devida tranquilização.
A dor mamária, ou mastalgia, é uma das queixas mais frequentes em consultórios ginecológicos e na atenção primária, gerando grande ansiedade nas mulheres devido ao medo de câncer de mama. É crucial que o profissional de saúde realize uma avaliação completa, incluindo anamnese detalhada, exame físico e, se necessário, exames de imagem (mamografia, ultrassonografia), para diferenciar causas benignas das malignas e tranquilizar a paciente. Na maioria dos casos, a mastalgia é de origem benigna, frequentemente cíclica e associada a alterações fibrocísticas. O manejo na atenção básica deve priorizar a educação da paciente, explicando a natureza benigna da condição e o papel das flutuações hormonais. Medidas não farmacológicas, como uso de sutiãs de suporte, compressas e modificações dietéticas, podem ser úteis. O tratamento medicamentoso para a dor mamária deve ser individualizado e reservado para os casos em que a dor é moderada a grave e impacta significativamente a qualidade de vida da paciente. Analgésicos e anti-inflamatórios (tópicos ou orais) são as primeiras opções. É fundamental que o médico da atenção básica esteja apto a acolher, diagnosticar e manejar a mastalgia, evitando encaminhamentos desnecessários e garantindo o cuidado integral à mulher.
O tratamento medicamentoso para dor mamária é indicado na atenção básica quando a dor é intensa, persistente e interfere significativamente na qualidade de vida da paciente, após a exclusão de causas graves e a devida tranquilização.
As primeiras abordagens incluem anamnese detalhada, exame físico das mamas, solicitação de exames de imagem conforme a idade e fatores de risco, tranquilização da paciente sobre a benignidade da maioria dos casos e orientações sobre medidas não farmacológicas.
Para aliviar a mastalgia, podem ser utilizados analgésicos comuns (paracetamol), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) tópicos ou orais, e em casos selecionados e mais graves, medicamentos como tamoxifeno ou danazol, sempre sob orientação médica.
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