Doença Inflamatória Pélvica (DIP) Grave: Tratamento Ideal

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 21 anos chega à unidade de emergência com sintomas sugestivos de sepse e doença inflamatória pélvica aguda. Não há histórico de alergias.Nesse momento, recomenda-se o uso

Alternativas

  1. A) apenas de ceftrixone e metronidazol.
  2. B) apenas de ceftrixone e doxiciclina.
  3. C) de ceftrixone, doxiciclina e metronidazol.
  4. D) de clindamicina, ampicilina e cefotaxima.

Pérola Clínica

DIP grave/sepse → Ceftriaxona (gonococo) + Doxiciclina (clamídia) + Metronidazol (anaeróbios).

Resumo-Chave

O tratamento da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) grave ou com sinais de sepse exige cobertura de amplo espectro. A terapia tripla com ceftriaxona, doxiciclina e metronidazol visa cobrir os patógenos mais comuns (gonococo, clamídia) e também os anaeróbios, frequentemente envolvidos em complicações como abscesso tubo-ovariano.

Contexto Educacional

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, incluindo endométrio, trompas e ovários. Geralmente é uma infecção ascendente causada por patógenos como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, mas também pode envolver flora vaginal polimicrobiana, incluindo anaeróbios. A apresentação clínica varia de leve a grave, com quadros de sepse e peritonite. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em critérios maiores (dor em abdome inferior, dor anexial, dor à mobilização do colo) e menores (febre, leucocitose, PCR elevada, secreção cervical purulenta). A suspeita de gravidade, como na paciente do caso com sinais de sepse, indica necessidade de internação e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. O tratamento para DIP grave recomendado pelos principais guidelines (como o do CDC) é a terapia tripla. Utiliza-se uma cefalosporina de terceira geração (Ceftriaxona) para cobrir N. gonorrhoeae, Doxiciclina para C. trachomatis e atípicos, e Metronidazol para garantir a cobertura de anaeróbios, cruciais em infecções complicadas como abscessos tubo-ovarianos. A omissão do metronidazol é um erro comum e pode levar à falha terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de internação para Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

Os critérios incluem: sinais de sepse ou doença grave, incapacidade de tolerar ou seguir o tratamento oral, ausência de melhora com terapia ambulatorial, suspeita de abscesso tubo-ovariano, gravidez, e necessidade de excluir emergências cirúrgicas como apendicite.

Por que o metronidazol é adicionado no tratamento da DIP grave?

O metronidazol é adicionado para fornecer cobertura contra bactérias anaeróbias. Em casos de DIP grave, complicada por abscesso tubo-ovariano ou peritonite, os anaeróbios são patógenos importantes e sua cobertura é essencial para o sucesso do tratamento e prevenção de sequelas.

Como diferenciar DIP de outras causas de dor pélvica aguda?

O diagnóstico da DIP é clínico, baseado na presença de dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino, e dor anexial. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui apendicite, gravidez ectópica, cisto ovariano roto e endometriose. Exames de imagem como ultrassom pélvico podem ajudar a excluir outras causas e identificar complicações como abscesso.

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