UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Sobre o tratamento da doença inflamatória intestinal, é CORRETO afirmar:
Corticoide em DII: indução da remissão sim, manutenção não devido a efeitos adversos.
Corticosteroides são eficazes para induzir a remissão na doença inflamatória intestinal (DII) devido à sua potente ação anti-inflamatória. No entanto, seu uso prolongado para manutenção é desaconselhado pelos graves efeitos adversos sistêmicos, exigindo a transição para outras terapias.
A Doença Inflamatória Intestinal (DII), que engloba a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa, é uma condição crônica e debilitante que afeta milhões de pessoas globalmente. Seu tratamento visa controlar a inflamação, induzir e manter a remissão, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. A escolha da terapia depende da extensão, gravidade e tipo da doença, bem como da resposta individual do paciente. Os corticosteroides, como a prednisona ou metilprednisolona, são pilares no tratamento da DII para induzir a remissão em fases de atividade moderada a grave. Sua ação anti-inflamatória rápida é crucial para aliviar os sintomas agudos. No entanto, sua fisiopatologia de ação sistêmica e os múltiplos efeitos adversos limitam seu uso a curto prazo, sendo fundamental um plano de desmame e a introdução de terapias de manutenção. A suspeita de DII deve levar a uma investigação completa com endoscopia e biópsias. O prognóstico da DII melhorou significativamente com o advento de novas terapias, incluindo imunomoduladores (azatioprina, metotrexato) e agentes biológicos (anti-TNF, anti-integrinas). A mesalazina é eficaz na colite ulcerativa, mas não na Doença de Crohn. O manejo da DII é complexo e requer uma abordagem multidisciplinar, com atenção contínua à adesão ao tratamento e monitoramento de complicações e efeitos adversos das medicações.
Os corticosteroides são utilizados principalmente para induzir a remissão em pacientes com DII ativa, devido à sua potente ação anti-inflamatória. Eles são eficazes no controle rápido dos sintomas, mas não são indicados para uso contínuo a longo prazo.
O uso prolongado de corticosteroides está associado a uma série de efeitos adversos sistêmicos graves, como osteoporose, diabetes, hipertensão, catarata e supressão adrenal. Por isso, outras classes de medicamentos, como imunomoduladores e biológicos, são preferidas para a manutenção da remissão.
A mesalazina (5-aminossalicilato) é mais eficaz no tratamento da colite ulcerativa, especialmente em casos leves a moderados. Sua eficácia na Doença de Crohn é limitada e geralmente não é recomendada como monoterapia para indução ou manutenção da remissão.
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