Doença de Crohn: Metotrexato como Alternativa à Azatioprina

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

Na Doença de Crohn (DC) nos casos em que não há resposta inicial com o uso em doses adequadas de azatioprina, recomenda-se a associação de azatioprina mais alopurinol. Assim, está correto que:

Alternativas

  1. A) Alternativamente, caso o médico assistente prefira ou o paciente cortiço dependente tenha história de efeito adverso ou hipersensibilidade à azatioprina, pode-se usar metotrexato por via intramuscular (IM semanal).
  2. B) Alternativamente, caso o médico assistente prefira ou o paciente cortiço dependente tenha história de efeito adverso ou hipersensibilidade à azatioprina, pode-se usar metotrexato por via intramuscular (IM mensal).
  3. C) Alternativamente, caso o médico assistente prefira ou o paciente cortiço dependente tenha história de efeito adverso ou hipersensibilidade à azatioprina, pode-se usar metotrexato por via EV quinzenal.
  4. D) Alternativamente, caso o médico assistente prefira ou o paciente cortiço dependente não tenha história de efeito adverso ou hipersensibilidade à azatioprina, pode-se usar metotrexato por via intramuscular (IM semanal).

Pérola Clínica

DC: Falha azatioprina ou intolerância → Metotrexato IM semanal é alternativa eficaz.

Resumo-Chave

Em pacientes com Doença de Crohn que não respondem ou são intolerantes à azatioprina, o metotrexato intramuscular semanal é uma alternativa terapêutica importante. Ele atua como imunomodulador e pode ser eficaz na manutenção da remissão, especialmente em casos de corticoide-dependência.

Contexto Educacional

A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal. O tratamento visa induzir e manter a remissão, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. Imunomoduladores como a azatioprina (AZA) e a 6-mercaptopurina (6-MP) são pilares terapêuticos, mas nem todos os pacientes respondem ou toleram esses medicamentos. Em casos de falha terapêutica ou intolerância à azatioprina, o metotrexato surge como uma importante alternativa. Ele atua inibindo a di-hidrofolato redutase, interferindo na síntese de purinas e pirimidinas, e modulando a resposta imune. É particularmente útil em pacientes corticoide-dependentes, ajudando a reduzir a necessidade de corticosteroides e seus efeitos adversos a longo prazo. A administração do metotrexato na DC é tipicamente semanal, por via intramuscular ou subcutânea, em doses que variam de 15 a 25 mg. É crucial o acompanhamento laboratorial para monitorar a função hepática e o hemograma, devido aos potenciais efeitos adversos como hepatotoxicidade e mielossupressão. A suplementação com ácido fólico é recomendada para mitigar alguns desses efeitos, tornando o tratamento mais seguro e eficaz para os residentes que precisam dominar essas nuances.

Perguntas Frequentes

Quando o metotrexato é indicado na Doença de Crohn?

O metotrexato é indicado para pacientes com Doença de Crohn que são intolerantes ou não respondem adequadamente à azatioprina ou 6-mercaptopurina, ou em casos de corticoide-dependência. Ele é usado para induzir e manter a remissão.

Qual a dose e via de administração do metotrexato na Doença de Crohn?

A dose usual do metotrexato na Doença de Crohn é de 15 a 25 mg, administrada uma vez por semana, por via intramuscular (IM) ou subcutânea (SC). A suplementação com ácido fólico é recomendada para reduzir efeitos adversos.

Quais os principais efeitos adversos do metotrexato?

Os efeitos adversos comuns incluem náuseas, vômitos, fadiga, elevação das enzimas hepáticas e mielossupressão. Monitoramento regular da função hepática e hemograma é essencial durante o tratamento.

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