PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Paciente de 67 anos, ex-tabagista, vem em consulta médica com queixa em membros inferiores. Relata dor ao caminhar moderadas distâncias há 6 meses. Há 15 dias, refere piora dessa dor que agora aparece ao caminhar 1 quadra. No exame físico, membros inferiores sem edema, ausência de sinal de Bancroft, pulsos filiformes, redução da pilificação e índice tornozelo-braquial de 0,84. Exames laboratoriais com creatinina 0,9 mg/dL, colesterol total 268 mg/dL, HDL 34 mg/dL e triglicerídeos de 200 mg/dL. Qual das alternativas abaixo representa a conduta médica correta frente a esse caso?
DAP com claudicação → AAS + Estatina alta potência + Cilostazol + Exercício + Avaliação vascular.
O paciente apresenta Doença Arterial Periférica (DAP) com claudicação intermitente, confirmada pelo ITB de 0,84 e piora dos sintomas. O manejo inclui terapia antiplaquetária (AAS), estatina de alta potência para controle da dislipidemia e prevenção secundária, cilostazol para alívio da claudicação, programa de exercícios supervisionados e avaliação por cirurgia vascular para considerar revascularização.
A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma manifestação da aterosclerose que afeta as artérias dos membros inferiores, levando à redução do fluxo sanguíneo. A claudicação intermitente, caracterizada por dor muscular que surge com o exercício e alivia com o repouso, é o sintoma mais comum. A prevalência da DAP aumenta com a idade e a presença de fatores de risco como tabagismo, diabetes, hipertensão e dislipidemia. O diagnóstico é confirmado pelo Índice Tornozelo-Braquial (ITB), com valores abaixo de 0,90 indicando a doença. A piora dos sintomas, como no caso, sugere progressão da doença e necessidade de reavaliação terapêutica. A fisiopatologia da claudicação intermitente reside na incapacidade dos vasos arteriais estenosados de suprir o aumento da demanda metabólica dos músculos durante o exercício, resultando em isquemia e dor. O manejo da DAP visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e, crucialmente, reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores (IAM, AVC) e de perda do membro. A abordagem é multifacetada e deve ser intensiva. O tratamento inclui modificações no estilo de vida (cessação do tabagismo, exercícios supervisionados), controle agressivo dos fatores de risco (hipertensão, diabetes, dislipidemia com estatinas de alta potência para meta de LDL < 50 mg/dL) e farmacoterapia específica. A aspirina (AAS) é essencial como antiplaquetário para prevenção secundária. O cilostazol 100 mg 2x/dia é a droga de escolha para melhorar a distância de caminhada em pacientes com claudicação. O encaminhamento para cirurgia vascular é importante para avaliação de revascularização em casos de sintomas limitantes ou isquemia crítica.
Os pilares incluem cessação do tabagismo, controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular (diabetes, hipertensão, dislipidemia), terapia antiplaquetária (AAS), estatina de alta potência, cilostazol para melhora dos sintomas e um programa de exercícios supervisionados.
O cilostazol é um inibidor da fosfodiesterase 3 que promove vasodilatação e inibição da agregação plaquetária. Ele é o único medicamento aprovado para melhorar a distância de caminhada e a qualidade de vida em pacientes com claudicação intermitente.
O ITB é uma ferramenta diagnóstica simples e não invasiva para DAP. Um ITB < 0,90 é diagnóstico de DAP, enquanto valores entre 0,90 e 1,40 são considerados normais. Valores muito baixos (<0,40) indicam doença grave.
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