HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Sobre tratamento da DAOP em pacientes diabéticos, qual destas drogas NÃO faz parte do arsenal terapêutico?
DAOP diabéticos: AAS, clopidogrel, cilostazol e estatinas são pilares. Enoxaparina NÃO é rotina.
O tratamento da DAOP em pacientes diabéticos foca em antiagregação plaquetária (AAS, clopidogrel), melhora da claudicação (cilostazol) e controle lipídico (estatinas). Anticoagulantes como a enoxaparina não são indicados rotineiramente para DAOP estável, sendo reservados para situações agudas ou específicas.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose, especialmente prevalente e grave em pacientes diabéticos, devido à micro e macroangiopatia. A DAOP afeta a qualidade de vida e aumenta o risco de eventos cardiovasculares maiores, amputações e mortalidade. O manejo adequado é crucial para prevenir a progressão da doença e suas complicações. O diagnóstico da DAOP é clínico, com confirmação por exames como o índice tornozelo-braquial (ITB). A fisiopatologia envolve a formação de placas ateroscleróticas que estreitam as artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo para os membros inferiores. Em diabéticos, a doença tende a ser mais distal e difusa. O tratamento visa aliviar sintomas, prevenir eventos cardiovasculares e preservar o membro. O arsenal terapêutico para DAOP em diabéticos inclui antiagregantes plaquetários (ácido acetilsalicílico ou clopidogrel), estatinas para controle da dislipidemia e estabilização da placa, e cilostazol para melhora da claudicação intermitente. A enoxaparina, um anticoagulante, não faz parte do tratamento crônico da DAOP estável, sendo reservada para condições agudas como trombose arterial ou venosa profunda, ou síndromes coronarianas agudas.
As principais classes incluem antiagregantes plaquetários (AAS, clopidogrel), estatinas para controle lipídico e cilostazol para melhora dos sintomas de claudicação.
A enoxaparina é um anticoagulante e não tem papel no tratamento crônico da DAOP estável, que se beneficia de antiagregação plaquetária. Seu uso é restrito a eventos trombóticos agudos.
O cilostazol é um inibidor da fosfodiesterase que melhora a claudicação intermitente, aumentando a distância de caminhada sem dor em pacientes com DAOP.
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