Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Sobre o tratamento das dislipidemias, assinale a alternativa INCORRETA:
Hipertrigliceridemia grave (>500 mg/dL) → fibratos + medidas não farmacológicas para prevenir pancreatite.
A alternativa C está incorreta porque, embora os fibratos sejam indicados para hipertrigliceridemia, a recomendação para iniciar a terapia medicamentosa junto com medidas não farmacológicas geralmente ocorre quando os triglicerídeos estão muito elevados, tipicamente > 500 mg/dL (risco de pancreatite), e não > 300 mg/dL, que ainda pode ser manejado inicialmente apenas com mudanças de estilo de vida.
O tratamento das dislipidemias é multifacetado e visa reduzir o risco cardiovascular aterosclerótico (RCVA) e prevenir complicações agudas, como a pancreatite em casos de hipertrigliceridemia grave. A decisão terapêutica é individualizada, considerando o perfil lipídico do paciente, seu risco cardiovascular global e a presença de comorbidades. As medidas não farmacológicas, como dieta saudável, atividade física regular, cessação do tabagismo e controle do peso, são a base do tratamento para todas as dislipidemias e devem ser sempre incentivadas. A terapia medicamentosa é adicionada quando as metas lipídicas não são atingidas ou em pacientes com alto risco cardiovascular. Para a hipercolesterolemia, as estatinas são a primeira escolha, devido à sua potente redução do LDL-C e benefícios cardiovasculares comprovados. Em casos de hipertrigliceridemia, os fibratos são os agentes mais eficazes, especialmente quando os níveis de triglicerídeos são muito elevados (>500 mg/dL), para prevenir pancreatite aguda. É importante notar que, para triglicerídeos entre 200-499 mg/dL, o foco inicial é nas medidas não farmacológicas, e a introdução de fibratos é considerada se houver persistência ou alto RCVA. Outras classes de medicamentos, como ezetimiba, colestiramina e ácido nicotínico, podem ser utilizadas em associação ou como alternativas, dependendo do perfil do paciente e das metas terapêuticas.
A decisão de iniciar a terapia medicamentosa depende do risco cardiovascular global do paciente, dos níveis de lipídios (LDL-C, TG) e da presença de comorbidades, seguindo as diretrizes clínicas específicas.
Para hipercolesterolemia isolada, as estatinas são a primeira linha de tratamento. Podem ser associadas a outros agentes como ezetimiba ou inibidores de PCSK9, se as metas não forem atingidas.
Os fibratos são eficazes na redução dos triglicerídeos e são indicados principalmente em casos de hipertrigliceridemia grave (>500 mg/dL) para reduzir o risco de pancreatite, geralmente após falha das medidas não farmacológicas ou em associação a elas.
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