UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2016
Em uma cidade de grande porte do Brasil, a expansão da cobertura pela Estratégia de Saúde da Família tem se confrontado com o aumento da incidência de casos novos de tuberculose em todas as áreas do município. Contudo, as áreas de menor IDH apresentam índices ainda mais elevados. Uma das primeiras medidas tomadas foi a descentralização do diagnóstico e tratamento da tuberculose para as unidades de Saúde da Família. As equipes têm se confrontado com muitos casos de pacientes que vivenciando situações psicossociais que determinam grande vulnerabilidade não aderem ao tratamento. Cite a estratégia preconizada para aumentar a adesão nesses pacientes e as drogas a serem administradas nos primeiros dois meses.
Adesão ↓ na TB → TDO (Tratamento Diretamente Observado). Fase intensiva (2 meses) = RIPE.
O Tratamento Diretamente Observado (TDO) é a estratégia padrão para garantir a adesão, especialmente em populações vulneráveis. O esquema inicial de 2 meses utiliza a combinação RIPE.
O controle da tuberculose no Brasil enfrenta desafios relacionados à desigualdade social e vulnerabilidade. A Estratégia Saúde da Família desempenha papel central na descentralização do cuidado. O TDO é a intervenção mais eficaz para assegurar que o paciente complete o regime terapêutico de longa duração (mínimo 6 meses). O esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) é administrado em dose fixa combinada (4 em 1) para facilitar a tomada. A monitorização de efeitos colaterais e a busca ativa de faltosos são pilares da vigilância epidemiológica municipal.
O TDO consiste na observação da ingestão dos medicamentos por um profissional de saúde ou pessoa treinada, visando garantir a adesão ao tratamento da tuberculose. É uma estratégia fundamental para reduzir as taxas de abandono, aumentar a cura e prevenir o surgimento de cepas multirresistentes (TB-MR).
A fase intensiva, que dura os primeiros dois meses, utiliza o esquema RIPE: Rifampicina (R), Isoniazida (I), Pirazinamida (P) e Etambutol (E). Essas drogas atuam de forma sinérgica para reduzir rapidamente a carga bacilífera e prevenir a seleção de mutantes resistentes.
A descentralização aproxima o diagnóstico e o tratamento do local de residência do paciente, facilitando o acesso, o vínculo com a equipe de saúde e a implementação do TDO, o que é crucial para pacientes em situações de vulnerabilidade social.
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