UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Homem de 46 anos de idade, IMC 27,3 kg/m², tem diabetes tipo 2 (diagnosticado há 4 anos) e vem sendo tratado com metformina (2 g/d) e gliclazida MR (90 mg/d) há cerca de 1 ano. Os últimos exames laboratoriais mostraram: glicemia de jejum 208 mg/dl; glicemia pós-prandial: 204 mg/dl; HbA1c: 11,6% (VR: 4-6); creatina: 1,2 mg/dl (VR: 0,7- 1,3); colesterol total: 245 mg/dl; colesterol HDL: 35 mg/dl; colesterol LDL: 130 mg/dl; TG: 390 mg/dl. Visando alcançar uma HbA1c < 7%, deve-se, preferencialmente:
HbA1c > 10% ou glicemia > 300 mg/dL em DM2 → iniciar insulina basal, mesmo com terapia oral máxima.
Pacientes com DM2 e HbA1c muito elevada (>10-11%) ou glicemia de jejum > 300 mg/dL, mesmo em uso de dois ou mais hipoglicemiantes orais, geralmente necessitam de insulina para um controle glicêmico rápido e eficaz, visando evitar complicações agudas e crônicas.
O diabetes tipo 2 é uma doença crônica progressiva caracterizada por resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. Atinge milhões de pessoas globalmente e é uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente por complicações cardiovasculares, renais e neurológicas. O manejo adequado é crucial para a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes. O diagnóstico é feito por critérios glicêmicos. A fisiopatologia envolve múltiplos mecanismos, incluindo secreção inadequada de insulina, aumento da produção hepática de glicose e resistência periférica à insulina. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas clássicos (poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso) ou em rastreamento de rotina, especialmente em grupos de risco. O tratamento inicial envolve mudanças no estilo de vida e metformina. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, outros agentes (sulfonilureias, iDPP-4, iSGLT2, agonistas GLP-1) são adicionados. Em casos de descompensação grave (HbA1c >10-11% ou glicemia >300 mg/dL), a insulina basal é frequentemente necessária para um controle rápido e seguro, com prognóstico melhorado ao evitar a toxicidade glicêmica.
A insulina deve ser considerada quando a HbA1c permanece acima da meta (geralmente >7-8%) apesar da terapia oral máxima, ou em casos de descompensação grave (HbA1c >10-11% ou glicemia >300 mg/dL).
A insulina basal (como glargina) atua controlando a glicemia de jejum e entre as refeições, enquanto a insulina prandial é usada para cobrir os picos glicêmicos pós-prandiais.
Os principais objetivos incluem controle glicêmico (HbA1c <7% para a maioria), prevenção de complicações micro e macrovasculares, e manejo de comorbidades como dislipidemia e hipertensão.
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