DM2, HAS, Dislipidemia: Melhor Tratamento Inicial Combinado

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Homem de 60 anos com diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, procura o Ambulatório de Clínica Médica do CHN para o início de acompanhamento. Na ocasião: índice de massa corporal (IMC)= 33, 7kg/m2 ; pressão arterial= 160x11 0mmHg; colesterol total= 254mg/dL; HDL colesterol= 29mg/dL; triglicerídeOS= 248mg/dL; ácido UrlCO= 10,3mg/dL; glicemia de jejum= 149mg/dL; hemoglobina glicada= 7,6% e microalbuminúria= 100 mg/g em spot urinário.Qual das combinações de medicamentos a seguir é a MELHOR opção para o TRATAMENTO INICIAL do paciente?

Alternativas

  1. A) glimepirida; valsartana; fenofibrato
  2. B) sitagliptina; hidroclorotiazida; sinvastatina
  3. C) nateglinida; telmisartano; atorvastatina
  4. D) metformina; enalapril; atorvastatina
  5. E) metformina; anlodipino; bezafibrato

Pérola Clínica

Paciente com DM2, HAS, dislipidemia e microalbuminúria → Metformina + IECA/BRA + Estatina de alta intensidade.

Resumo-Chave

Para pacientes com DM2, HAS, dislipidemia e evidência de nefropatia diabética (microalbuminúria), a combinação inicial ideal inclui metformina (primeira linha para DM2), um IECA ou BRA (para HAS e proteção renal) e uma estatina de alta intensidade (para dislipidemia).

Contexto Educacional

O manejo de pacientes com múltiplas comorbidades como diabetes mellitus tipo 2 (DM2), hipertensão arterial sistêmica (HAS) e dislipidemia é um pilar da clínica médica. A abordagem terapêutica deve ser multifacetada, visando o controle glicêmico, pressórico e lipídico para prevenir complicações macro e microvasculares. O caso apresentado ilustra um paciente com alto risco cardiovascular e renal, exigindo uma estratégia de tratamento inicial robusta e baseada em evidências. Para o DM2, a metformina é a medicação de primeira linha, especialmente em pacientes com sobrepeso ou obesidade, devido à sua eficácia na redução da glicemia, baixo risco de hipoglicemia e potencial benefício cardiovascular. No controle da HAS, a presença de microalbuminúria em um paciente diabético indica a necessidade de um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), como o enalapril, devido aos seus efeitos nefroprotetores comprovados, além do controle pressórico. Quanto à dislipidemia, o perfil do paciente (colesterol total elevado, HDL baixo, triglicerídeos elevados) e o alto risco cardiovascular justificam o uso de uma estatina de alta intensidade, como a atorvastatina, para reduzir o colesterol LDL e o risco de eventos cardiovasculares. A combinação metformina, enalapril e atorvastatina aborda de forma abrangente as principais comorbidades e riscos do paciente, sendo a melhor opção inicial.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento de primeira linha para diabetes mellitus tipo 2 em pacientes com sobrepeso/obesidade?

A metformina é o tratamento de primeira linha para a maioria dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2, especialmente aqueles com sobrepeso ou obesidade, devido à sua eficácia, baixo risco de hipoglicemia e benefícios cardiovasculares.

Por que um IECA ou BRA é a melhor escolha para hipertensão em pacientes diabéticos com microalbuminúria?

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são preferidos em diabéticos com microalbuminúria devido aos seus efeitos nefroprotetores, além do controle da pressão arterial.

Qual a importância das estatinas no manejo da dislipidemia em pacientes diabéticos?

Pacientes diabéticos têm alto risco cardiovascular, e as estatinas são fundamentais para reduzir o colesterol LDL e o risco de eventos cardiovasculares, sendo recomendadas estatinas de alta intensidade para a maioria desses pacientes.

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