UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Indique um antidiabético oral mais adequado para cada caso clínico abaixo:Mulher de 50 anos de idade, com diabetes mellitus tipo 2 há 2 anos, HAS em uso de captopril e síndrome do intestino irritável. Refere já ter feito uso de metformina anteriormente e teve diarreia. IMC=35 cintura abdominal=106cm Hb glicada=7,5%Homem de 40 anos de idade, com diabetes mellitus tipo 2 em uso de insulina Glargina 40UI por dia + metformina 850mg 3x/dia. Exames Hb glicada =7,8% peptídeo C normal. Traz os seguintes controles glicêmicos: Jejum 110 mg/dL antes do almoço 94 mg/dLapós almoço 215 mg/dLantes do jantar 96mg/dLapós jantar 140 mg/dL
DM2 com intolerância à metformina e obesidade → Inibidor SGLT2 ou Agonista GLP-1 (benefício cardiovascular/renal).
Para DM2 com intolerância à metformina e obesidade, inibidores de SGLT2 ou agonistas de GLP-1 são boas opções, pois promovem perda de peso e têm benefícios cardiovasculares/renais. Para controle pós-prandial com insulina basal, considerar inibidores de DPP-4 ou acarbose.
O tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é complexo e deve ser individualizado, considerando as características do paciente, comorbidades, risco cardiovascular, risco de hipoglicemia e efeitos adversos dos medicamentos. A metformina é a primeira linha na maioria dos casos, mas a intolerância gastrointestinal, como diarreia, é uma razão comum para sua descontinuação, exigindo alternativas eficazes. No primeiro caso, a paciente tem intolerância à metformina, obesidade (IMC=35), HAS e Hb glicada de 7,5%. A síndrome do intestino irritável reforça a necessidade de evitar medicamentos que causem desconforto gastrointestinal. Nesse cenário, classes como os inibidores de SGLT2 (glicozúricos) ou agonistas de GLP-1 (incretinomiméticos) seriam excelentes escolhas, pois promovem perda de peso, têm baixo risco de hipoglicemia e demonstraram benefícios cardiovasculares e renais, além de não piorarem a SII. No segundo caso, o paciente já usa insulina Glargina e metformina, mas apresenta glicemia pós-prandial elevada (215 mg/dL após almoço) com Hb glicada de 7,8%. O peptídeo C normal indica boa reserva pancreática. Aqui, o foco é otimizar o controle pós-prandial. A adição de um inibidor de DPP-4 (que aumenta a secreção de insulina dependente de glicose e suprime o glucagon) ou um agonista de GLP-1 (se não estiver em uso) pode ser eficaz. Outra opção seria a introdução de insulina prandial, mas os antidiabéticos orais são preferíveis para evitar a complexidade da insulinoterapia intensiva.
Para pacientes com intolerância à metformina e obesidade, os inibidores de SGLT2 (como empagliflozina, dapagliflozina) ou agonistas de GLP-1 (como liraglutida, semaglutida) são excelentes opções, pois promovem perda de peso e oferecem benefícios cardiovasculares e renais.
Nesses casos, pode-se considerar a adição de um inibidor de DPP-4, um agonista de GLP-1 (se ainda não estiver em uso), ou um inibidor de alfa-glicosidase (como acarbose) para focar na glicemia pós-prandial. A otimização da dose da insulina basal ou a introdução de insulina prandial também são opções.
As contraindicações incluem doença renal crônica avançada (TFG < 30 mL/min). Efeitos adversos comuns são infecções geniturinárias (candidíase), poliúria e, mais raramente, cetoacidose euglicêmica. A desidratação também é um risco, especialmente em idosos.
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