Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Homem, 45 anos de idade, com diagnóstico de Diabetes Mellitus, atualmente em uso de metformina - 850mg duas vezes ao dia, em consulta ambulatorial de seguimento. Apresenta-se assintomático. Ao exame físico: frequência cardíaca = 76 batimentos/minutos; frequência respiratória = 15 incursões/minuto, pressão arterial = 182 x 114 mmHg. Exame cardíaco, pulmonar, abdominal e de membros sem alterações. Exames complementares: HbA 1 C = 7,5%; glicemia de jejum = 188 mg/dl; sódio = 139 mEg/L (referência: 135-150); potássio = 3, 1 mEq/L (referência = 3,5-5,0); creatinina = 0,8 mg/dl. A conduta a ser tomada neste momento deve ser:
DM2 + HAS descontrolada + hipocalemia → Otimizar metformina + IECA (Enalapril) para PA e proteção renal.
O paciente apresenta DM2 com controle glicêmico subótimo (HbA1C 7,5%) e hipertensão arterial grave (182x114 mmHg), além de hipocalemia. A conduta deve focar na otimização do controle glicêmico e, principalmente, no tratamento agressivo da hipertensão, preferencialmente com um IECA como o enalapril, que oferece proteção cardiovascular e renal, e pode auxiliar na correção da hipocalemia induzida por hiperaldosteronismo secundário à hipertensão.
O manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) em um mesmo paciente é um desafio clínico comum e de extrema importância, dada a alta prevalência de comorbidades e o risco elevado de eventos cardiovasculares e renais. A abordagem deve ser multifacetada, visando o controle glicêmico, pressórico e lipídico, além de modificações no estilo de vida. Neste caso, o paciente apresenta controle glicêmico subótimo (HbA1C 7,5%) e HAS grave (182x114 mmHg), além de hipocalemia. A metformina é a primeira linha para DM2, e sua dose pode ser otimizada. No entanto, a prioridade imediata é o controle da hipertensão. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são as classes de primeira escolha em diabéticos hipertensos, devido aos seus benefícios cardiovasculares e nefroprotetores, além de poderem auxiliar na correção da hipocalemia. A hipocalemia deve ser investigada, mas a introdução de um IECA pode ser benéfica, pois inibe a aldosterona, que promove a excreção de potássio. O acompanhamento rigoroso da pressão arterial, da glicemia e dos eletrólitos é fundamental para ajustar o tratamento e prevenir complicações a longo prazo, como doença renal crônica, retinopatia e eventos macrovasculares.
Para a maioria dos pacientes com Diabetes Mellitus, o alvo de pressão arterial é < 130/80 mmHg, visando reduzir o risco de complicações cardiovasculares e renais, embora a individualização seja importante.
Os IECA são preferenciais em diabéticos devido à sua capacidade de reduzir a pressão arterial, proteger os rins (reduzindo albuminúria) e diminuir o risco de eventos cardiovasculares, além de serem bem tolerados e poderem auxiliar na hipocalemia.
A hipocalemia em um paciente hipertenso deve ser investigada para causas secundárias (ex: hiperaldosteronismo primário ou secundário). A introdução de um IECA pode ajudar a elevar os níveis de potássio, mas a suplementação pode ser necessária e a causa base deve ser tratada.
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