UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Considere as afirmativas e assinale a opção correta. 1. Para um paciente diabético do tipo 2 e portador de cardiopatia isquêmica, a melhor associação de drogas seria metformina com um análogo de GLP/agonista do receptor de GLP1. 2. Para um paciente diabético do tipo 2 e portador de cardiopatia congestiva, a melhor associação de drogas seria metformina com um iSGLT2. 3. Para um paciente diabético do tipo 2 e hipertenso, uma boa associação de drogas para tratamento seria iSGLT2 com BRA e IECA. 4. No tratamento do pré-diabetes, a melhor opção de tratamento é com sulfonilureia. 5. A metformina é sempre a primeira escolha no tratamento do DM2, não necessitando ajuste de dose.
DM2 + doença cardiovascular estabelecida: priorizar agonistas GLP-1 (cardiopatia isquêmica) ou iSGLT2 (insuficiência cardíaca).
As diretrizes atuais para DM2 com comorbidades cardiovasculares recomendam o uso de agonistas de GLP-1 para cardiopatia isquêmica e iSGLT2 para insuficiência cardíaca, em adição à metformina. A combinação de iSGLT2 com BRA e IECA para hipertensos é inadequada, pois BRA e IECA são da mesma classe e não devem ser combinados. Sulfonilureias não são primeira linha para pré-diabetes, e metformina requer ajuste em disfunção renal.
O tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) evoluiu significativamente, com um foco crescente na individualização da terapia, especialmente em pacientes com comorbidades cardiovasculares e renais. As diretrizes atuais enfatizam a escolha de medicamentos que não apenas controlem a glicemia, mas que também ofereçam benefícios cardiorrenais comprovados. A metformina continua sendo a primeira linha para a maioria dos pacientes, mas a adição de outras classes de drogas é crucial em cenários específicos. Para pacientes com DM2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida (como cardiopatia isquêmica), os agonistas do receptor de GLP-1 e os inibidores de SGLT2 são fortemente recomendados devido à sua capacidade de reduzir eventos cardiovasculares maiores. Especificamente, agonistas de GLP-1 têm demonstrado eficácia na redução de eventos isquêmicos. Já para pacientes com DM2 e insuficiência cardíaca, os inibidores de SGLT2 são a classe de escolha, pois comprovadamente reduzem hospitalizações e mortalidade por insuficiência cardíaca, independentemente da fração de ejeção. É fundamental evitar combinações de medicamentos que possam aumentar riscos sem benefícios adicionais, como a associação de inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA) para hipertensão, devido ao risco de hipercalemia e lesão renal aguda. Além disso, o tratamento do pré-diabetes foca primariamente em mudanças no estilo de vida, com a metformina sendo uma opção em casos selecionados de alto risco, e não sulfonilureias. A metformina, embora seja a primeira escolha, requer ajuste de dose em pacientes com disfunção renal.
Para pacientes com DM2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, as diretrizes recomendam a adição de um agonista do receptor de GLP-1 ou um inibidor de SGLT2, independentemente da HbA1c, devido aos seus benefícios cardiovasculares comprovados.
Os inibidores de SGLT2 demonstraram reduzir hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular em pacientes com DM2, independentemente da presença de doença cardiovascular aterosclerótica, tornando-os a escolha preferencial nessa população.
A conduta inicial e principal para o pré-diabetes é a terapia não farmacológica, com mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercícios. A metformina pode ser considerada em casos específicos de alto risco, mas sulfonilureias não são indicadas.
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