IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
Uma paciente de 37 anos de idade, primigesta, com idade gestacional de 29 semanas e diabetes mellitus gestacional diagnosticada por alterações no teste oral de tolerância à glicose (TOTG 75 g), retorna à consulta pré-natal com os seguintes valores diários de glicemia capilar (dextro) domiciliar.Realiza dieta orientada por nutricionista e faz exercícios regularmente há quinze dias. Com base nas diretrizes do artigo Tratamento do diabetes mellitus gestacional no Brasil, da Organização Pan-americana da Saúde, do Ministério da Saúde, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e da Sociedade Brasileira de Diabetes (2019), é correto afirmar que a conduta adequada nesse caso hipotético é
DMG: Se metas glicêmicas atingidas com dieta/exercício, manter conduta; insulinoterapia se persistir descontrole.
A primeira linha de tratamento para o diabetes gestacional é a terapia nutricional e a prática de atividade física regular. A insulinoterapia é indicada apenas se as metas glicêmicas não forem atingidas após 1-2 semanas de adesão rigorosa a essas medidas não farmacológicas. Hipoglicemiantes orais como a metformina podem ser considerados em casos específicos, mas não são a primeira escolha para o controle inicial.
O manejo do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é um componente essencial do pré-natal para garantir desfechos maternos e fetais favoráveis. A abordagem inicial e mais importante para o controle glicêmico é a modificação do estilo de vida, que inclui a terapia nutricional individualizada e a prática regular de atividade física. Essas intervenções devem ser implementadas imediatamente após o diagnóstico e monitoradas de perto. As diretrizes brasileiras e internacionais preconizam que, após o diagnóstico de DMG, a paciente deve receber orientação nutricional por um profissional e ser encorajada a realizar exercícios físicos adequados à gestação. O monitoramento da glicemia capilar domiciliar é crucial para avaliar a eficácia dessas medidas. Somente se as metas glicêmicas (geralmente jejum < 95 mg/dL, 1h pós-prandial < 140 mg/dL, 2h pós-prandial < 120 mg/dL) não forem atingidas após 1 a 2 semanas de adesão rigorosa, a insulinoterapia deve ser considerada. Para residentes, é fundamental compreender a sequência do tratamento do DMG, priorizando as intervenções não farmacológicas. A prescrição precoce de insulina ou hipoglicemiantes orais sem a devida tentativa e avaliação da resposta à dieta e ao exercício pode ser um erro. O acompanhamento contínuo e a educação da paciente são chaves para o sucesso do tratamento e para a prevenção de complicações como macrossomia, hipoglicemia neonatal e o risco futuro de diabetes tipo 2.
As metas glicêmicas para DMG são geralmente: glicemia de jejum < 95 mg/dL, glicemia 1 hora pós-prandial < 140 mg/dL e glicemia 2 horas pós-prandial < 120 mg/dL.
A insulinoterapia é indicada quando as metas glicêmicas não são atingidas após 1 a 2 semanas de adesão rigorosa à terapia nutricional e à prática de atividade física regular, ou em casos de hiperglicemia grave inicial.
A metformina pode ser considerada como uma alternativa à insulina em casos selecionados de DMG, especialmente em pacientes com resistência à insulina. No entanto, a insulina é geralmente preferida devido à sua segurança e eficácia bem estabelecidas na gestação.
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