Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
A dermatite atópica é uma dermatose inflamatória de curso crônico, recidivante, de etiologia desconhecida, de início precoce, caracterizada por: prurido, xerose, lesões eczematosas de morfologia e distribuição típicas. É a dermatose mais frequente na infância, perfazendo 1% das consultas em pediatria, e 20% das consultas dermatológicas em crianças. Atinge de 10 a 30% da população. Em relação a dermatite atópica, assinale a alternativa INCORRETA:
Corticoide sistêmico prolongado NÃO é primeira escolha para dermatite atópica grave; priorizar tópicos e imunomoduladores.
O tratamento da dermatite atópica grave e não controlada com tópicos não tem como primeira escolha o corticoide sistêmico por uso prolongado, devido aos seus efeitos adversos. Priorizam-se imunomoduladores tópicos, fototerapia e, em casos refratários, terapias sistêmicas como ciclosporina ou biológicos, mas não corticoides sistêmicos de forma prolongada.
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, xerose (pele seca) e lesões eczematosas. É a dermatose mais comum na infância, com etiologia multifatorial que envolve predisposição genética, disfunção da barreira cutânea e desregulação imunológica. A pele atópica é mais suscetível à colonização e infecção secundária por Staphylococcus aureus, que pode exacerbar o quadro. O manejo da dermatite atópica é complexo e se baseia em quatro pilares fundamentais: educação do paciente e cuidadores sobre a doença e seus gatilhos, hidratação rigorosa da pele para restaurar a barreira cutânea, identificação e controle dos fatores desencadeantes (como aeroalérgenos, alimentos, clima e estresse) e o uso de medicamentos. Entre os medicamentos, os corticoides tópicos e os inibidores de calcineurina tópicos são a primeira linha. O uso de corticoides sistêmicos, embora eficaz no controle rápido de exacerbações graves, não é a primeira escolha para tratamento prolongado devido aos seus efeitos adversos significativos (supressão adrenal, osteoporose, hipertensão, diabetes, etc.). Em casos graves e refratários aos tratamentos tópicos, outras opções sistêmicas como ciclosporina, metotrexato, azatioprina ou, mais recentemente, terapias biológicas (como dupilumabe) são consideradas, sempre sob supervisão especializada. O residente deve dominar esses princípios para um manejo adequado e seguro.
Os quatro pilares do tratamento incluem educação e autocuidados do paciente, hidratação intensiva da pele, controle dos fatores desencadeantes (alérgenos, clima, estresse) e uso de medicamentos tópicos e orais, como corticoides tópicos e inibidores de calcineurina.
A barreira cutânea comprometida na dermatite atópica, juntamente com o prurido e o ato de coçar, facilita a colonização e infecção secundária por Staphylococcus aureus, que pode agravar as lesões eczematosas.
Corticoides sistêmicos são reservados para exacerbações agudas graves e refratárias, por curtos períodos, para controlar a inflamação. Seu uso prolongado é desaconselhado devido aos múltiplos efeitos adversos.
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