UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Simone dos Santos, 40 anos de idade, vem à UBS para consulta de acompanhamento para depressão recorrente. Refere melhora dos sintomas após dois meses utilizando fluoxetina 20 mg ao dia e sessões semanais de psicoterapia. Sem efeitos colaterais da medicação, ela relata fazer uso regularmente e de forma adequada. O próximo passo mais apropriado nesse caso é
Depressão com melhora e sem efeitos colaterais com fluoxetina e psicoterapia → Manter plano atual.
Em casos de depressão recorrente onde o paciente apresenta melhora significativa dos sintomas com a dose atual de medicação e psicoterapia, sem efeitos colaterais, a conduta mais apropriada é manter o plano terapêutico. A estabilização e a manutenção do tratamento são cruciais para prevenir recaídas.
A depressão recorrente, ou Transtorno Depressivo Maior Recorrente, é uma condição psiquiátrica comum e debilitante, caracterizada por episódios depressivos que se repetem ao longo da vida. O manejo adequado é crucial para melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir novas recaídas. A combinação de farmacoterapia e psicoterapia é frequentemente a abordagem mais eficaz. A fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) amplamente utilizado no tratamento da depressão, com bom perfil de segurança e eficácia. A psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), atua em conjunto com a medicação, ajudando o paciente a desenvolver mecanismos de enfrentamento e a modificar padrões de pensamento negativos. A adesão e a tolerância ao tratamento são fatores determinantes para o sucesso. Quando um paciente apresenta melhora dos sintomas e boa tolerância à medicação e psicoterapia, a conduta mais apropriada é manter o plano terapêutico atual. A fase de manutenção é essencial para consolidar a remissão e reduzir o risco de recaídas. Alterações na dose ou na medicação devem ser consideradas apenas se houver resposta insatisfatória ou efeitos colaterais intoleráveis.
A duração do tratamento com antidepressivos para depressão recorrente geralmente se estende por um período prolongado, muitas vezes de 6 a 12 meses após a remissão dos sintomas, ou até mais, dependendo do número de episódios e da gravidade, para prevenir recaídas.
O aumento da dose de fluoxetina é indicado quando há resposta parcial ou ausência de melhora significativa após um período adequado de tratamento com a dose inicial, e não há efeitos colaterais limitantes. Não é indicado se o paciente já está bem.
A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), desempenha um papel fundamental no tratamento da depressão recorrente, complementando a farmacoterapia ao ensinar estratégias de enfrentamento, melhorar habilidades sociais e abordar padrões de pensamento disfuncionais.
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