HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Mulher, 87 anos, viúva, comparece em consulta ambulatorial, trazida por um dos filhos, por apatia há seis semanas. Frequentava sempre a igreja, bazares de amigas e costumava andar no parque nos finais de semana, porém, nesse período, não quer mais sair de casa. O apetite está reduzido, perdeu 4 kg e também está com dificuldade para dormir. Tem antecedentes de hipertensão arterial, constipação crônica e quedas frequentes. A opção correta de tratamento para essa paciente é
Idosa com depressão, insônia, perda de peso e comorbidades → Mirtazapina é boa opção: melhora sono e apetite, menor risco de quedas que TCAs.
Em pacientes idosos com depressão, especialmente aqueles que apresentam insônia, perda de apetite e peso, a mirtazapina é uma excelente escolha. Ela possui um perfil de efeitos colaterais favorável para essa população, com propriedades sedativas e orexígenas que podem aliviar os sintomas associados, além de menor risco de efeitos anticolinérgicos e quedas em comparação com outros antidepressivos.
A depressão em idosos é uma condição prevalente e muitas vezes subdiagnosticada, com apresentações clínicas que podem diferir das observadas em adultos mais jovens. Sintomas como apatia, perda de interesse, queixas somáticas, insônia e perda de peso são comuns, e a presença de comorbidades e polifarmácia exige uma abordagem terapêutica cuidadosa. A escolha do antidepressivo deve considerar o perfil de efeitos colaterais, interações medicamentosas e a presença de sintomas específicos. Neste caso, a paciente apresenta insônia, perda de apetite e peso, além de histórico de quedas e constipação. A mirtazapina é uma excelente opção para essa população. Seus efeitos sedativos podem auxiliar na melhora do sono, e suas propriedades orexígenas podem combater a perda de apetite e peso. Além disso, a mirtazapina possui um perfil de efeitos colaterais mais favorável em idosos, com menor risco de efeitos anticolinérgicos (que agravariam a constipação e aumentariam o risco de quedas e confusão) e cardiovasculares em comparação com os antidepressivos tricíclicos como a amitriptilina. Outras opções como a bupropiona podem agravar a insônia, enquanto a fluoxetina pode ter efeitos gastrointestinais e levar mais tempo para impactar o apetite/sono. Benzodiazepínicos como o bromazepam não tratam a depressão e aumentam o risco de quedas e dependência. Residentes devem priorizar antidepressivos com bom perfil de segurança e que abordem os sintomas-alvo do paciente idoso, visando a melhora da qualidade de vida e a redução de riscos.
Em idosos, a depressão pode se manifestar com mais apatia, queixas somáticas, perda de interesse, dificuldade de concentração e sintomas cognitivos, muitas vezes mascarando o humor deprimido clássico. Insônia e perda de apetite são também comuns.
A mirtazapina é uma boa opção devido aos seus efeitos sedativos (útil para insônia) e orexígenos (estimula o apetite, combatendo a perda de peso). Além disso, possui um perfil de efeitos colaterais mais favorável em idosos, com menor risco de efeitos anticolinérgicos e cardiovasculares em comparação com os tricíclicos.
Antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina) devem ser evitados devido aos seus fortes efeitos anticolinérgicos, que aumentam o risco de confusão, constipação, retenção urinária e quedas. Benzodiazepínicos (como bromazepam) não são tratamento para depressão e aumentam o risco de quedas e dependência em idosos.
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