Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
Paciente idoso de 69 anos internado na UPA da Sobral com sintomas de agitação e agressividade com 2 dias de evolução segundo a filha do paciente. Realizados exames de hemograma e de radiografia de tórax, que evidenciaram uma leucocitose de 14.400 com desvio a esquerda e uma radiografia com infiltrado em terço médio e base direita. Foi realizada internação do paciente com diagnóstico de Delirium hiperativo secundário à pneumonia. Para tratamento da pneumonia foi iniciado antibioticoterapia, e a conduta mais adequado para o tratamento do delirium é a prescrição de:
Delirium hiperativo em idoso → tratar causa base + antipsicótico (ex: haloperidol) para agitação.
Em pacientes idosos com delirium hiperativo secundário a uma condição médica aguda (como pneumonia), o tratamento mais adequado para a agitação e agressividade é a prescrição de um antipsicótico, como o haloperidol. É crucial, no entanto, tratar a causa subjacente do delirium, que neste caso é a pneumonia.
O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por distúrbios da atenção, consciência e cognição. É particularmente comum em idosos hospitalizados, com alta morbimortalidade. O delirium hiperativo, com agitação e agressividade, exige manejo rápido e eficaz para a segurança do paciente e da equipe. A etiologia do delirium é multifatorial, frequentemente desencadeada por infecções (como pneumonia, ITU), distúrbios metabólicos, uso de medicamentos, abstinência e pós-operatório. O diagnóstico é clínico, e a identificação e tratamento da causa subjacente são prioritários. Para o manejo da agitação e agressividade no delirium hiperativo, a conduta mais adequada é a farmacoterapia com antipsicóticos, sendo o haloperidol o mais estudado e utilizado. Medidas não farmacológicas, como reorientação e ambiente adequado, são igualmente cruciais. Benzodiazepínicos devem ser evitados, exceto em casos específicos como abstinência.
A primeira linha de tratamento farmacológico para agitação no delirium hiperativo são os antipsicóticos, como o haloperidol, que podem ser administrados por via oral ou parenteral, dependendo da gravidade e da necessidade de controle rápido.
Benzodiazepínicos não são a primeira escolha porque podem exacerbar a confusão, a sedação e o risco de quedas em pacientes com delirium, especialmente em idosos. São reservados para delirium por abstinência alcoólica ou de benzodiazepínicos.
As medidas não farmacológicas incluem reorientação constante do paciente, manutenção de um ambiente calmo e bem iluminado, presença de familiares, correção de distúrbios sensoriais (óculos, aparelhos auditivos), mobilização precoce e garantia de sono adequado.
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