AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Os distúrbios do metabolismo das lipoproteínas são coletivamente designados como “dislipidemias”. Pacientes com dislipidemias apresentam risco aumentado de doença cardiovascular aterosclerótica, o principal motivo da busca deste diagnóstico. Avalie as afirmativas seguintes sobre as dislipidemias e seu tratamento, e assinale como verdadeira (V) ou falsa (F).( ) A presença de baixos níveis de HDL-colesterol é um preditor de risco cardiovascular aumentado; o HDL pode ser aumentado pelo exercício físico e uso moderado do álcool.( ) A hipertrigliceridemia pode provocar pancreatite; entre os fármacos utilizados no seu controle se destacam os fibratos.( ) São drogas empregadas na correção do LDL- -colesterol elevado: inibidores da HMG-CoA-redutase, inibidores da absorção do colesterol e inibidores da PCSK9.( ) O nível do LDL-colesterol pode ser calculado pela fórmula: LDL-C = colesterol total – (triglicerídeos/3) – HDL- -C.( ) São efeitos colaterais das estatinas: mialgias, elevação das bilirrubinas e aumento do risco de gota. A sequência correta é
Dislipidemias: HDL baixo ↑ risco CV; hipertrigliceridemia grave → pancreatite (fibratos); LDL alto tratado com estatinas, ezetimiba, i-PCSK9.
As dislipidemias são fatores de risco modificáveis para doença cardiovascular aterosclerótica. O manejo envolve a compreensão dos diferentes perfis lipídicos e o uso de fármacos específicos para cada alteração, como estatinas para LDL-C elevado e fibratos para hipertrigliceridemia, sempre considerando os potenciais efeitos adversos e as contraindicações.
As dislipidemias, caracterizadas por alterações nos níveis de lipoproteínas plasmáticas, representam um dos principais fatores de risco modificáveis para a doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA), a principal causa de morbimortalidade global. O manejo adequado dessas condições é crucial para a prevenção primária e secundária de eventos cardiovasculares, exigindo um conhecimento aprofundado dos diferentes perfis lipídicos e das opções terapêuticas. O tratamento das dislipidemias é individualizado, considerando o perfil de risco do paciente e os valores de cada fração lipídica. O LDL-colesterol é o principal alvo terapêutico, sendo as estatinas a primeira linha de tratamento. Outras classes, como ezetimiba e inibidores da PCSK9, são utilizadas em casos de intolerância ou quando as metas de LDL-C não são atingidas. Para a hipertrigliceridemia, especialmente em níveis muito elevados (>500 mg/dL), os fibratos são indicados para prevenir a pancreatite aguda. É fundamental que o médico esteja ciente dos mecanismos de ação, indicações e, principalmente, dos potenciais efeitos colaterais dos fármacos hipolipemiantes. As estatinas, por exemplo, podem causar mialgias e elevação de transaminases, exigindo monitoramento. A educação do paciente sobre a importância da adesão ao tratamento e das modificações no estilo de vida é tão vital quanto a prescrição medicamentosa para o sucesso terapêutico a longo prazo.
As principais classes são os inibidores da HMG-CoA redutase (estatinas), que reduzem a síntese de colesterol; os inibidores da absorção de colesterol (ezetimiba); e os inibidores da PCSK9, que aumentam a depuração de LDL-C.
Os fibratos são primariamente indicados para o tratamento da hipertrigliceridemia grave (triglicerídeos > 500 mg/dL), visando prevenir a pancreatite aguda, e também podem ser usados em hipertrigliceridemia moderada com HDL-C baixo.
Os efeitos colaterais mais comuns das estatinas incluem mialgias, miopatia, elevação das enzimas hepáticas (transaminases) e, em menor grau, um risco aumentado de diabetes mellitus tipo 2 em pacientes predispostos. Rabdomiólise é rara, mas grave.
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