Asma em Crianças < 5 Anos: Tratamento e Gravidade

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2019

Enunciado

Em relação a asma em crianças menores de cinco anos de idade, assinale opção INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Em relação ao grau de controle da asma, ela pode ser classificada como asma bem controlada, parcialmente controlada e não controlada.
  2. B) A presença de despertar noturno ou tosse noturna devido a asma associada a qualquer limitação da atividade física devido a asma é classificada como asma parcialmente controlada.
  3. C) A segunda etapa (2o passo) do tratamento da asma consiste em uso de corticoide inalado em baixa dose, o antagonista de receptor de leucotrienos como segunda opção e, para resgate das exacerbações, o beta 2 agonista de curta duração.
  4. D) A presença de oximetria de pulso < 92%, dificuldade de emitir frases inteiras e sibilância inaudível são parâmetros de gravidade e indicação para tratamento hospitalar ou em uma unidade de emergência.
  5. E) O uso de anticolinérgico (brometo de ipratrópio) é indicado como primeira opção no tratamento da crise de asma tanto como monoterapia ou associado ao beta 2 agonistas de curta duração, independente da gravidade da crise, durante toda a crise.

Pérola Clínica

Crise de asma: Beta-2 agonista é 1ª opção. Brometo de ipratrópio é adjuvante em crises moderadas/graves, NUNCA monoterapia inicial.

Resumo-Chave

O brometo de ipratrópio (anticolinérgico) não é a primeira opção no tratamento da crise de asma em crianças, nem deve ser usado como monoterapia. Os beta-2 agonistas de curta duração (SABA) são a terapia de primeira linha para o resgate. O ipratrópio é um adjuvante útil em crises moderadas a graves, associado aos SABA, mas não os substitui.

Contexto Educacional

A asma é uma doença respiratória crônica comum na infância, e seu manejo em crianças menores de cinco anos apresenta desafios devido à dificuldade de avaliação e à variabilidade da apresentação. A classificação do controle da asma é fundamental para guiar o tratamento de manutenção, que visa minimizar os sintomas e o risco de exacerbações. A epidemiologia mostra que a asma é uma das principais causas de morbidade e absenteísmo escolar em crianças. O tratamento da asma em crianças menores de cinco anos segue uma abordagem escalonada. O segundo passo (2º passo) geralmente envolve o uso de corticosteroides inalados em baixa dose como terapia controladora principal, com antagonistas de receptores de leucotrienos como alternativa. Para o resgate das exacerbações, os beta-2 agonistas de curta duração (SABA) são a medicação de escolha. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. O manejo da crise asmática exige o reconhecimento dos sinais de gravidade, como hipoxemia (SpO₂ < 92%), dificuldade de fala e o 'tórax silencioso'. O tratamento inicial da crise envolve SABA e corticosteroides sistêmicos. O brometo de ipratrópio é um broncodilatador anticolinérgico que pode ser adicionado aos SABA em crises moderadas a graves para um efeito broncodilatador sinérgico, mas nunca como monoterapia ou primeira opção. Residentes devem estar familiarizados com essas diretrizes para garantir um tratamento eficaz e seguro.

Perguntas Frequentes

Como é classificado o grau de controle da asma em crianças menores de cinco anos?

O controle da asma é classificado em bem controlada, parcialmente controlada e não controlada, com base na frequência de sintomas diurnos, despertares noturnos, necessidade de medicação de resgate e limitação da atividade física. Essa classificação guia as etapas do tratamento.

Quais são os parâmetros de gravidade que indicam tratamento hospitalar em uma crise de asma pediátrica?

Parâmetros de gravidade incluem oximetria de pulso < 92%, dificuldade para emitir frases inteiras, sibilância inaudível ('tórax silencioso'), uso intenso de musculatura acessória, cianose, alteração do nível de consciência e bradicardia. A presença de qualquer um desses indica necessidade de tratamento em unidade de emergência ou hospitalar.

Qual o papel do brometo de ipratrópio no tratamento da crise de asma em crianças?

O brometo de ipratrópio é um anticolinérgico que atua como broncodilatador. Ele é indicado como terapia adjuvante aos beta-2 agonistas de curta duração (SABA) em crises de asma moderadas a graves, potencializando a broncodilatação. Não é recomendado como monoterapia ou como primeira opção para o tratamento da crise.

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