UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2017
Em relação à coqueluche, é CORRETO afirmar que:
Suspeita clínica de coqueluche → iniciar antibioticoterapia empírica para reduzir transmissão e gravidade.
A coqueluche é uma doença altamente contagiosa, e a antibioticoterapia precoce é crucial para reduzir a transmissibilidade e a gravidade dos sintomas, especialmente em lactentes. Mesmo com suspeita clínica, o tratamento deve ser iniciado sem aguardar a confirmação laboratorial.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa que pode ser grave, especialmente em lactentes não vacinados. A compreensão de sua epidemiologia, patogenia e manejo é crucial para profissionais de saúde. A bactéria é um cocobacilo Gram-negativo, e não Gram-positivo como frequentemente confundido. O diagnóstico da coqueluche é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas na fase catarral, que se assemelham a um resfriado comum. No entanto, a alta suspeita clínica, especialmente em cenários epidemiológicos favoráveis ou contato com casos confirmados, deve levar à ação imediata. A antibioticoterapia é a pedra angular do tratamento e da prevenção da transmissão. É fundamental que, diante de uma suspeita clínica de coqueluche, o tratamento com macrolídeos seja iniciado prontamente, sem aguardar a confirmação laboratorial. Isso não apenas beneficia o paciente, reduzindo a gravidade e a duração da doença, mas também é uma medida de saúde pública vital para conter a disseminação da infecção. A imunidade conferida pela vacina, embora eficaz, não é permanente, e reforços são necessários ao longo da vida.
Os macrolídeos, como azitromicina, claritromicina ou eritromicina, são os antibióticos de escolha para o tratamento da coqueluche. Eles são mais eficazes quando iniciados na fase catarral.
A antibioticoterapia precoce reduz a transmissibilidade da doença e pode diminuir a gravidade e duração dos sintomas, especialmente em lactentes. Aguardar a confirmação laboratorial pode atrasar o tratamento e aumentar o risco de complicações e disseminação.
A coqueluche tem três fases: catarral (sintomas inespecíficos como coriza e tosse leve), paroxística (tosse intensa, espasmódica, com guincho inspiratório e vômitos) e convalescença (melhora gradual dos sintomas).
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