Prenhez Ectópica: Tratamento Conservador com Metotrexato

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015

Enunciado

Em relação ao tratamento conservador da prenhez ectópica, analise as afirmativas abaixo. I - O Metotrexato (MTX) está indicado em pacientes hemodinamicamente estáveis, pouco sintomáticas e com níveis de gonadotrofina coriônica inferiores a 5.000 muI/ml. II - Os melhores resultados com o uso de metotrexato ocorrem quando o diâmetro máximo da massa anexial é de até 4,5 cm. III - Antes de indicar o tratamento com MTX, deve-se solicitar hemograma completo, enzimas hepáticas, ureia, creatinina, tipagem sanguínea e fator Rh, e, se a paciente referir história prévia de doença pulmonar, solicita-se RX de tórax, devido ao risco de pneumonite intersticial. IV - Na vigência de saco gestacional com embrião vivo, de até 7 semanas, a dose preconizada de metotrexato é de 50 mg/m², devendo ser repetida com 7 dias independente dos níveis de gonadotrofina coriônica. A alternativa que contém todas as afirmativas CORRETAS é:

Alternativas

  1. A) I
  2. B) I, II e III
  3. C) I e III
  4. D) II e IV
  5. E) III e IV

Pérola Clínica

MTX para ectópica: paciente estável, hCG < 5000, massa < 4.5cm, sem embrião vivo. Monitorar hCG e função hepática/renal.

Resumo-Chave

O tratamento conservador da prenhez ectópica com Metotrexato (MTX) é uma opção para pacientes selecionadas, hemodinamicamente estáveis e com critérios específicos de hCG e tamanho da massa anexial. É fundamental excluir contraindicações e realizar exames pré-tratamento para garantir a segurança da paciente, além de um acompanhamento rigoroso pós-tratamento.

Contexto Educacional

A prenhez ectópica é uma condição grave que representa uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre da gestação. O tratamento conservador com Metotrexato (MTX) surgiu como uma alternativa eficaz à cirurgia para pacientes selecionadas, oferecendo a vantagem de preservar a fertilidade tubária. Contudo, a seleção rigorosa das pacientes é crucial para o sucesso terapêutico e a segurança. Os critérios para o tratamento com MTX incluem estabilidade hemodinâmica, ausência de sangramento ativo ou sinais de ruptura, níveis de gonadotrofina coriônica (hCG) geralmente abaixo de 5.000 mUI/ml, e um diâmetro da massa anexial inferior a 3.5-4.5 cm. A presença de atividade cardíaca embrionária é uma contraindicação relativa ou absoluta, dependendo do protocolo. Antes da administração do MTX, uma bateria de exames laboratoriais é necessária para avaliar a função hepática, renal e a série sanguínea, além de tipagem sanguínea e fator Rh. O acompanhamento pós-MTX envolve a monitorização seriada dos níveis de hCG e a avaliação clínica da paciente. A falha do tratamento conservador, indicada pela não redução adequada do hCG ou piora clínica, exige a conversão para o tratamento cirúrgico. Residentes devem dominar esses critérios e o manejo do MTX para oferecer a melhor conduta às pacientes com prenhez ectópica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para indicar Metotrexato na prenhez ectópica?

Os principais critérios incluem estabilidade hemodinâmica, ausência de sangramento ativo, níveis de hCG inferiores a 5.000 mUI/ml, diâmetro da massa anexial menor que 3.5-4.5 cm, ausência de embrião vivo e ausência de contraindicações ao MTX.

Que exames devem ser solicitados antes de iniciar o tratamento com Metotrexato?

Antes do MTX, é fundamental solicitar hemograma completo, enzimas hepáticas (TGO/TGP), ureia, creatinina, tipagem sanguínea e fator Rh. Em pacientes com histórico pulmonar, um RX de tórax pode ser necessário devido ao risco de pneumonite intersticial.

Quando o tratamento com Metotrexato para prenhez ectópica é considerado falho?

O tratamento é considerado falho se houver instabilidade hemodinâmica, aumento ou estabilização inadequada dos níveis de hCG após as doses, aumento do tamanho da massa anexial, ou persistência de sintomas graves, indicando a necessidade de intervenção cirúrgica.

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