Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Mulher, 65 anos de idade, branca, obesa, hipertensa e diabética, com dor crônica no quadril direito. Dor protocinética, com rigidez para iniciar movimentos, pior pela manhã e após esforços físicos. Em consulta ambulatorial para iniciar tratamento. Ao exame físico apresenta dor à mobilização articular, amplitude de movimento diminuída para rotação interna, flexão do quadril > 60º, quadril congruente em abdução. Não apresenta alterações degenerativas de coluna, quadril contralateral ou joelhos. A conduta terapêutica neste momento é:
Osteoartrite de quadril inicial → Tratamento conservador (analgesia, peso, fisioterapia, marcha).
A paciente apresenta quadro clínico clássico de osteoartrite de quadril (coxartrose), com dor protocinética, rigidez matinal e limitação de movimento. Em uma consulta inicial, sem evidências de falha do tratamento conservador ou doença avançada, a conduta mais adequada é iniciar com medidas não farmacológicas e farmacológicas conservadoras, visando alívio da dor e melhora funcional.
A osteoartrite (OA) do quadril, também conhecida como coxartrose, é uma doença degenerativa crônica que afeta a cartilagem articular e as estruturas adjacentes. É uma das principais causas de dor e incapacidade em idosos, com fatores de risco como idade avançada, obesidade, histórico familiar e traumas prévios. A apresentação clínica típica inclui dor no quadril que piora com o movimento e melhora com o repouso (dor protocinética), rigidez matinal que dura menos de 30 minutos e limitação progressiva da amplitude de movimento, especialmente rotação interna e flexão. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por radiografias simples que podem mostrar estreitamento do espaço articular, osteófitos e esclerose subcondral. Em uma consulta ambulatorial inicial, sem sinais de doença avançada ou falha de tratamentos prévios, a conduta terapêutica é predominantemente conservadora. O objetivo é aliviar a dor, melhorar a função e retardar a progressão da doença. Isso inclui uma combinação de medidas não farmacológicas e farmacológicas. As medidas não farmacológicas são a base do tratamento e incluem educação do paciente, perda de peso (para reduzir a carga sobre a articulação), exercícios de fortalecimento muscular (especialmente dos músculos do quadril e core), fisioterapia para melhorar a mobilidade e a função, e o uso de dispositivos de marcha, como bengalas, para reduzir o estresse articular. A analgesia pode ser feita com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) tópicos ou orais, paracetamol e, em casos selecionados, opioides fracos. Injeções intra-articulares de corticosteroides ou ácido hialurônico também podem ser consideradas. O tratamento cirúrgico, como a artroplastia total do quadril, é reservado para pacientes com dor refratária e incapacidade funcional significativa após a falha do tratamento conservador.
Os sintomas clássicos incluem dor no quadril que piora com a atividade e melhora com o repouso (dor protocinética), rigidez articular, especialmente pela manhã ou após períodos de inatividade, e limitação progressiva da amplitude de movimento, principalmente rotação interna e flexão.
A perda de peso é crucial porque reduz a carga mecânica sobre a articulação do quadril, diminuindo o estresse sobre a cartilagem e o osso subcondral, o que pode aliviar a dor e retardar a progressão da doença. Além disso, melhora a capacidade funcional do paciente.
O tratamento cirúrgico, como a artroplastia total do quadril, é geralmente considerado quando o tratamento conservador falha em controlar a dor e melhorar a função, e quando a qualidade de vida do paciente está significativamente comprometida devido à doença avançada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo