PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Paciente de 55 anos, vítima de atropelamento com lesão esplênica identificada em tomografia. Das alternativas a seguir, qual delas apresenta a condição em que se contra indica o tratamento conservador da lesão esplênica.
Lesão esplênica + Coagulopatia = Contraindicação tratamento conservador.
A presença de coagulopatia é uma contraindicação absoluta ao tratamento conservador de lesões esplênicas traumáticas, devido ao risco elevado de sangramento incontrolável e falha do manejo não operatório. A hemostasia adequada é crucial para o sucesso da conduta conservadora.
O tratamento conservador da lesão esplênica traumática é a abordagem preferencial em pacientes selecionados, visando preservar a função imunológica do baço. Essa estratégia é aplicável em cerca de 60-70% dos casos de trauma abdominal fechado com lesão esplênica, especialmente em crianças. A decisão por essa conduta exige avaliação rigorosa dos critérios de inclusão e exclusão. A fisiopatologia da lesão esplênica envolve o sangramento de vasos rompidos no parênquima esplênico. O diagnóstico é feito por tomografia computadorizada com contraste, que gradua a lesão e pode identificar extravasamento ativo. A suspeita deve surgir em pacientes com trauma abdominal, dor no hipocôndrio esquerdo e sinais de choque. As contraindicações absolutas ao tratamento conservador incluem instabilidade hemodinâmica persistente, sinais de peritonite, lesões associadas que necessitam de laparotomia (ex: víscera oca), lesão vascular ativa com extravasamento de contraste e, crucialmente, a presença de coagulopatia. Nesses casos, a esplenectomia ou esplenorrafia se tornam necessárias para controle do sangramento e salvamento da vida do paciente.
Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, ausência de peritonite, ausência de outras lesões que exijam laparotomia e ausência de coagulopatia ou lesão vascular ativa com extravasamento de contraste.
A coagulopatia aumenta significativamente o risco de sangramento persistente e incontrolável, tornando o manejo não operatório inseguro e com alta taxa de falha.
Sinais de falha incluem instabilidade hemodinâmica persistente, necessidade de transfusões sanguíneas maciças, aumento do sangramento intra-abdominal ou desenvolvimento de peritonite.
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