Lesão Esplênica no Trauma: Manejo Conservador e Angioembolização

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024

Enunciado

Qual das seguintes estratégias é recomendada para o tratamento inicial de lesões esplênicas em pacientes com trauma abdominal contuso e que apresentam estabilidade hemodinâmica?

Alternativas

  1. A) Realização imediata de laparotomia exploratória seguida de esplenectomia sem tentativa de tratamento não cirúrgico.
  2. B) Utilização de angiografia e angioembolização somente em casos de falha de tratamento não cirúrgico e instabilidade hemodinâmica.
  3. C) Esplenectomia parcial como tratamento padrão para todos os graus de lesão esplênica.
  4. D) Administração de hemostáticos locais e tamponamento esplênico sem avaliação diagnóstica por imagem.
  5. E) Tratamento conservador com observação e angiografia para lesões que demonstram extravasamento ativo por tomografia computadorizada.

Pérola Clínica

Lesão esplênica + hemodinamicamente estável → tratamento conservador com observação e angiografia se extravasamento ativo.

Resumo-Chave

Em pacientes com trauma abdominal contuso e lesão esplênica que se apresentam hemodinamicamente estáveis, a conduta inicial preferencial é o tratamento conservador. Isso inclui observação rigorosa e, se a tomografia computadorizada com contraste evidenciar extravasamento ativo de contraste, a angiografia com angioembolização é uma intervenção chave para controlar o sangramento e preservar o baço.

Contexto Educacional

O manejo de lesões esplênicas em pacientes com trauma abdominal contuso evoluiu significativamente nas últimas décadas, com uma forte tendência à preservação do baço. A esplenectomia, antes padrão, é agora reservada para casos específicos, principalmente devido ao risco aumentado de sepse pós-esplenectomia (OPSI) e outras complicações imunológicas. A estabilidade hemodinâmica do paciente é o fator determinante na escolha da conduta. Para pacientes hemodinamicamente estáveis, o tratamento conservador é a abordagem preferencial. Este envolve observação clínica rigorosa, monitoramento de sinais vitais e hemoglobina, e exames de imagem seriados. A tomografia computadorizada com contraste é essencial para graduar a lesão e identificar sinais de sangramento ativo, como extravasamento de contraste, que indica a necessidade de intervenção. A angiografia e angioembolização surgem como uma ferramenta crucial no arsenal do tratamento conservador. Ela permite o controle seletivo do sangramento arterial, ocluindo vasos específicos sem a necessidade de remover o órgão. É particularmente eficaz em lesões de alto grau ou na presença de extravasamento ativo. A decisão de intervir cirurgicamente (esplenectomia ou esplenorrafia) é tomada apenas em casos de instabilidade hemodinâmica persistente ou falha do tratamento conservador, reforçando a importância da avaliação contínua e da abordagem multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

Quando o tratamento conservador é indicado para lesões esplênicas?

O tratamento conservador é a conduta de escolha para pacientes com lesão esplênica por trauma abdominal contuso que estão hemodinamicamente estáveis, independentemente do grau da lesão. Requer observação rigorosa em ambiente hospitalar.

Qual o papel da angiografia e angioembolização no manejo da lesão esplênica?

A angiografia com angioembolização é indicada para pacientes com lesão esplênica hemodinamicamente estáveis que apresentam extravasamento ativo de contraste na tomografia computadorizada, pseudoaneurismas ou fístulas arteriovenosas, visando controlar o sangramento e evitar a cirurgia.

Quais são os critérios para falha do tratamento conservador em lesões esplênicas?

A falha do tratamento conservador é definida por instabilidade hemodinâmica persistente, necessidade de transfusões sanguíneas maciças, aumento do sangramento no controle por imagem ou sinais de peritonite. Nesses casos, a intervenção cirúrgica torna-se necessária.

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