IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Paciente de 42 anos, feminina e oriental, apresenta dor abdominal em fossa ilíaca direita. Tem descompressão brusca positiva no local. Está em estado geral bom, não toxemiada e hemograma de 10 mil leucócitos por mL, proteína C reativa discretamente elevada, Realizou a tomografia a seguir. Em principio baseado no diagnóstico, a conduta mais adequada é:
Apendicite aguda não complicada/plastron: tratamento conservador com ATB e analgesia pode ser a conduta inicial em casos selecionados.
Em casos de apendicite aguda não complicada ou com formação de plastron (flegmão apendicular), especialmente em pacientes estáveis e sem sinais de toxemia, a conduta inicial com antibióticos e analgesia pode ser apropriada, evitando a cirurgia de emergência e permitindo uma apendicectomia eletiva posterior, se necessário.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico. Tradicionalmente, o tratamento é cirúrgico (apendicectomia). No entanto, a literatura médica tem demonstrado que, em casos selecionados de apendicite aguda não complicada ou com formação de plastron apendicular, o tratamento conservador com antibióticos e analgesia pode ser uma opção segura e eficaz, evitando a cirurgia de emergência. Essa abordagem é particularmente relevante para pacientes estáveis, sem sinais de sepse ou peritonite generalizada. A tomografia computadorizada desempenha um papel crucial na diferenciação entre apendicite complicada e não complicada, guiando a decisão terapêutica. O tratamento conservador permite que a inflamação regrida, e uma apendicectomia pode ser programada eletivamente em um segundo momento, se considerada necessária, reduzindo os riscos associados à cirurgia de emergência. Para residentes, é fundamental reconhecer os critérios para o tratamento conservador e saber quando a intervenção cirúrgica imediata é indispensável. A avaliação clínica cuidadosa, aliada aos achados de imagem e laboratoriais, é a chave para uma conduta adequada, otimizando os resultados para o paciente e minimizando complicações.
O tratamento conservador com antibióticos é indicado para casos de apendicite aguda não complicada, sem sinais de perfuração ou peritonite difusa, e para apendicite com formação de plastron (flegmão apendicular), em pacientes clinicamente estáveis.
A apendicectomia por videolaparoscopia é a conduta padrão para apendicite aguda complicada (perfuração, peritonite) ou quando o tratamento conservador falha. Em casos de apendicite não complicada, pode ser realizada eletivamente após o tratamento conservador inicial.
Além do exame físico e hemograma (leucocitose, PCR elevada), a tomografia computadorizada de abdome é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de apendicite aguda e avaliar a presença de complicações.
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