Colecistite Aguda: Manejo e Colecistectomia Precoce

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

Paciente, 50 anos, diabético, hipertenso, deu entrada no PS com dor HD há aproximadamente 6 h acompanhada de vômitos. Ao exame físico, apresentava sinal de Murphy positivo, PA 130 x 80 mmHg, glicemia capilar 180, leucócitos 16000. O US mostra vesícula de paredes espessadas com cálculo de 2 cm. A conduta adequada é

Alternativas

  1. A) internar para fazer sintomáticos e antibiótico e operar com 30 a 40 dias.
  2. B) internar, iniciar sintomáticos e antibióticos e operar na mesma internação.
  3. C) contraindicar a colecistectomia videolaparoscópica por aumento da possibilidade de lesão de via biliar por se tratar de colecistite aguda.
  4. D) fazer colecistectomia videolaparoscópica após 30 dias do término do antibiótico.
  5. E) indicar a colecistostomia por se tratar de paciente diabético com colecistite aguda e cálculo grande.

Pérola Clínica

Colecistite aguda: Internar, ATB, sintomáticos e colecistectomia precoce na mesma internação.

Resumo-Chave

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar geralmente causada por obstrução do ducto cístico por um cálculo. O tratamento padrão inclui internação, suporte clínico (analgesia, hidratação), antibioticoterapia e colecistectomia, preferencialmente por via laparoscópica, na mesma internação (geralmente nas primeiras 24-72 horas).

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando a estase biliar, inflamação e, frequentemente, infecção bacteriana secundária. É uma condição comum que requer atenção médica imediata. Pacientes diabéticos e hipertensos, como no caso, podem ter um curso mais grave da doença e maior risco de complicações. O diagnóstico é baseado na tríade de dor no quadrante superior direito, febre e leucocitose, complementado pelo sinal de Murphy positivo ao exame físico e achados ultrassonográficos característicos, como espessamento da parede da vesícula biliar, líquido perivesicular e a presença de cálculos. A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha devido à sua disponibilidade, segurança e acurácia. A conduta adequada para a colecistite aguda envolve internação hospitalar, suporte clínico com analgesia e hidratação, antibioticoterapia para cobrir patógenos entéricos comuns e, crucialmente, a colecistectomia. A cirurgia, preferencialmente videolaparoscópica, deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 24 a 72 horas do início dos sintomas, na mesma internação. Adiar a cirurgia aumenta o risco de complicações e dificuldade técnica devido à progressão da inflamação. A colecistostomia é reservada para pacientes de alto risco cirúrgico.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para colecistite aguda?

Os critérios incluem dor no quadrante superior direito, sinal de Murphy positivo, febre, leucocitose e achados ultrassonográficos como espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e cálculo impactado.

Por que a colecistectomia precoce é preferível na colecistite aguda?

A colecistectomia precoce (geralmente dentro de 72 horas do início dos sintomas) reduz o risco de complicações como perfuração, empiema ou gangrena da vesícula, diminui o tempo de internação e facilita a cirurgia devido à menor inflamação local.

Qual o papel dos antibióticos no tratamento da colecistite aguda?

Antibióticos são indicados para cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbios, prevenindo ou tratando infecções secundárias e complicações como colangite ou sepse, especialmente em pacientes com fatores de risco ou doença mais grave.

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