SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Homem, 42 anos de idade, portador de obesidade (IMC: 42 kg/m²), hipertensão, diabetes e dislipidemia está em acompanhamento clínico para perda de peso há um ano. No momento, está com o peso estabilizado em 150,0 kg. Altura: 1,65 m.\n\nEm relação ao tratamento da obesidade mórbida, é correto afirmar:
Perda de peso saudável e sustentável = 0,25 a 1,0 kg por semana.
No tratamento clínico da obesidade, o foco deve ser a perda de peso gradual e sustentável. Uma taxa de 0,25 a 1,0 kg por semana é considerada segura e eficaz para preservar a massa magra e evitar o efeito sanfona.
O tratamento da obesidade mórbida (IMC ≥ 40 kg/m²) exige uma abordagem multifatorial que inclui dieta, atividade física, terapia comportamental e, frequentemente, farmacoterapia. Embora a cirurgia bariátrica seja a intervenção mais eficaz para perdas de peso superiores a 20-30%, o tratamento clínico continua sendo a base para todos os pacientes, seja como terapia primária ou preparação pré-operatória.\n\nA fisiologia do emagrecimento mostra que o corpo ativa mecanismos de contra-regulação (hormonais e metabólicos) para defender o peso mais alto. Por isso, a perda lenta e gradual (0,25 a 1 kg/semana) é preferida, pois minimiza a resposta adaptativa da fome e a queda do gasto energético. O foco clínico deve ser a 'saúde metabólica' e não apenas a estética ou números absolutos na balança.
A recomendação consensual é uma perda gradual de 0,25 a 1,0 kg por semana. Perdas mais rápidas que isso geralmente resultam em maior perda de massa muscular, redução excessiva da taxa metabólica basal e maior risco de reganho de peso a curto prazo.
O objetivo inicial realista é uma perda de 5% a 10% do peso corporal total em 6 meses. Essa redução já é suficiente para melhorar significativamente o controle da pressão arterial, glicemia e perfil lipídico, reduzindo o risco cardiovascular.
O sucesso não é medido apenas pelo IMC, mas pela manutenção da perda de peso (geralmente >5%) a longo prazo e pela melhora das comorbidades. A estabilização do peso após uma fase de perda também é parte do processo terapêutico.
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