UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Dos fármacos abaixo qual NÃO é considerado uma opção de tratamento para endometriose?
Tratamento da endometriose foca em supressão hormonal; testosterona não é opção terapêutica.
O tratamento da endometriose visa reduzir a estimulação estrogênica dos implantes endometrióticos. Fármacos como Danazol, análogos de GnRH, contraceptivos orais combinados contínuos e DIU com levonorgestrel são opções eficazes. A testosterona não possui papel terapêutico na endometriose e pode agravar sintomas.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. Sua prevalência é alta, especialmente em mulheres com dor pélvica crônica e infertilidade. O manejo clínico é crucial para aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida. A fisiopatologia envolve a dependência estrogênica do tecido ectópico. O diagnóstico é clínico, com exames de imagem e laparoscopia para confirmação. A suspeita deve surgir em pacientes com dismenorreia intensa, dor pélvica crônica, dispareunia e infertilidade. O tratamento visa suprimir a função ovariana e o crescimento do endométrio ectópico. Opções incluem contraceptivos hormonais combinados contínuos, progestagênios (orais ou DIU de levonorgestrel), análogos de GnRH e Danazol. A testosterona não é uma opção terapêutica para endometriose, pois não atua na supressão estrogênica e pode causar virilização.
As principais classes incluem análogos de GnRH, progestagênios (como no DIU de levonorgestrel), contraceptivos orais combinados contínuos e Danazol, que visam suprimir a função ovariana e o crescimento do tecido endometrial ectópico.
A endometriose é uma doença estrogênio-dependente. A testosterona não tem efeito supressor direto sobre o tecido endometrial ectópico e não faz parte do arsenal terapêutico, podendo inclusive causar efeitos colaterais androgênicos.
Os análogos de GnRH, após um período inicial de estimulação, causam dessensibilização e down-regulation dos receptores de GnRH na hipófise, resultando em hipoestrogenismo e atrofia do tecido endometrial ectópico.
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