SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Paciente de 48 anos, sexo feminino, é vítima de acidente automobilístico tendo sido submetido a várias operações que a deixaram acamada por mais de 30 dias. Nesse período, desenvolve enorme escara sacral infectada, grau IV. Diante desse quadro, o melhor tratamento é realizar:
Escara sacral grau IV infectada → retalho músculo-cutâneo para cobertura e vascularização.
Úlceras por pressão de grau IV, especialmente quando infectadas e com exposição óssea, requerem cobertura com tecido bem vascularizado. O retalho músculo-cutâneo é a melhor opção, pois fornece volume, vascularização e resistência à infecção, diferentemente de enxertos de pele que não cobrem defeitos profundos.
Úlceras por pressão, também conhecidas como escaras ou úlceras de decúbito, são lesões localizadas na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultantes de pressão ou pressão combinada com cisalhamento. São comuns em pacientes acamados ou com mobilidade reduzida, representando um desafio clínico significativo devido à sua morbidade e impacto na qualidade de vida. A classificação em graus (I a IV) e lesão tecidual profunda suspeita (LTP) ou não classificável é crucial para guiar o tratamento. A fisiopatologia envolve isquemia tecidual prolongada, levando à necrose. O diagnóstico é clínico, mas a avaliação da profundidade e presença de infecção é fundamental. Úlceras grau IV são as mais graves, com perda total da espessura da pele e exposição de músculo, tendão ou osso, frequentemente complicadas por infecção, osteomielite e sepse. O tratamento de úlceras por pressão grau IV infectadas exige uma abordagem multidisciplinar. Após desbridamento adequado do tecido necrótico e controle da infecção, a reconstrução cirúrgica é frequentemente necessária. O retalho músculo-cutâneo é a opção de escolha, pois oferece tecido vascularizado e volume para preencher o defeito, cobrir estruturas expostas e promover um ambiente propício à cicatrização, com menor risco de recorrência em comparação com enxertos de pele.
Uma úlcera por pressão grau IV envolve perda total da espessura da pele e do tecido, com exposição de músculo, tendão ou osso. Pode haver necrose, exsudato e infecção.
O retalho músculo-cutâneo oferece tecido bem vascularizado, volume para preencher o defeito e maior resistência à infecção, essencial para cobrir estruturas nobres expostas e promover cicatrização.
A enxertia de pele é indicada para úlceras mais superficiais (grau II ou III) com leito bem granulado e sem exposição de estruturas profundas, após desbridamento adequado.
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