Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Paciente de 50 anos portador de ulcera gástrica recidivada, não responde ao tratamento clínico, com quadro de dor recorrente. O exame de endoscopia digestiva alta evidência úlcera gástrica tipo II. O cirurgião indica tratamento cirúrgico para resolução do quadro. Dentre as opções abaixo qual o procedimento foi provavelmente indicado?
Úlcera gástrica tipo II recidivada + falha clínica → Vagotomia troncular + antrectomia + Billroth I/II.
Úlceras gástricas tipo II são frequentemente associadas à hipersecreção ácida e estase gástrica, necessitando de ressecção da área ulcerada (antrectomia) e redução da secreção ácida (vagotomia troncular) para evitar recidiva, especialmente após falha do tratamento clínico.
As úlceras gástricas são lesões na mucosa do estômago, classificadas por Johnson em tipos I a V. As úlceras tipo II são caracterizadas pela presença de úlcera gástrica associada a uma úlcera duodenal ativa ou cicatrizada, frequentemente ligadas à hipersecreção ácida e estase gástrica. A falha do tratamento clínico e a recorrência da dor são indicações para intervenção cirúrgica, visando a resolução definitiva do quadro e a prevenção de complicações. A fisiopatologia da úlcera gástrica tipo II envolve uma combinação de hipersecreção ácida e motilidade gástrica alterada, levando à estase e refluxo biliar. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização da úlcera e a biópsia para excluir malignidade. Quando o tratamento clínico falha, a abordagem cirúrgica torna-se necessária para controlar a secreção ácida e remover a lesão. O tratamento cirúrgico para úlcera gástrica tipo II refratária geralmente envolve a vagotomia troncular, que denerva o estômago e reduz a secreção ácida, combinada com a antrectomia, que remove o antro gástrico (onde a gastrina é produzida) e a própria úlcera. A reconstrução do trânsito pode ser feita por Billroth I (gastroduodenostomia) ou Billroth II (gastroyeyunostomia), dependendo da extensão da ressecção e da preferência do cirurgião. Essa abordagem combinada visa reduzir a recorrência e melhorar o prognóstico.
A cirurgia é indicada para úlceras gástricas complicadas (hemorragia, perfuração, obstrução), úlceras refratárias ao tratamento clínico, ou úlceras com suspeita de malignidade.
Úlceras tipo I são localizadas na pequena curvatura, sem hipersecreção ácida. Úlceras tipo II são úlceras gástricas associadas a úlcera duodenal, com hipersecreção ácida e estase gástrica.
A vagotomia troncular reduz a secreção ácida basal e estimulada, enquanto a antrectomia remove a úlcera e a fonte de gastrina (antro), abordando tanto a hipersecreção quanto a estase gástrica, que são fatores na úlcera tipo II.
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