FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
O trauma renal consiste em uma lesão da cápsula, do córtex, da medula e/ou do sistema coletor, e pode ser provocado por traumas de origem penetrante ou contusa. Os traumas penetrantes podem ser de alta, média ou baixa velocidade, enquanto os traumas contusos incluem lesões por colisão de veículos, quedas, esportes e assaltos. Quanto ao tratamento do trauma renal, é CORRETO afirmar:
Trauma renal grave → Cirurgia visa controle vascular precoce e reconstrução para preservar função.
Em traumas renais graves, especialmente aqueles com instabilidade hemodinâmica ou lesões complexas, o tratamento cirúrgico é indicado. Seus objetivos primordiais são o controle rápido do sangramento (controle vascular) para estabilizar o paciente e, sempre que possível, a reconstrução do rim para preservar sua função a longo prazo.
O trauma renal é uma lesão urológica comum, variando de contusões leves a lesões graves que podem comprometer a função renal e a vida do paciente. A etiologia pode ser contusa (mais comum, como acidentes automobilísticos) ou penetrante (ferimentos por arma branca ou de fogo). A classificação da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) é amplamente utilizada para graduar a gravidade da lesão, orientando a conduta terapêutica. A compreensão do tratamento adequado é crucial para residentes de cirurgia, urologia e emergência. A fisiopatologia das lesões renais pode envolver desde hematomas subcapsulares e parenquimatosos até lacerações profundas, lesões vasculares do pedículo renal e avulsão do rim. O diagnóstico geralmente é feito por tomografia computadorizada com contraste, que permite avaliar a extensão da lesão, a presença de extravasamento de contraste (indicando sangramento ativo ou lesão do sistema coletor) e a viabilidade do rim. A estabilidade hemodinâmica do paciente é o fator mais importante na decisão entre tratamento conservador e cirúrgico. O tratamento do trauma renal evoluiu significativamente, com uma tendência crescente ao manejo conservador para a maioria das lesões. No entanto, o tratamento cirúrgico permanece vital para casos selecionados, especialmente aqueles com instabilidade hemodinâmica, lesões vasculares maiores ou extravasamento urinário incontrolável. Nesses cenários, o objetivo primordial da cirurgia é o controle vascular precoce para estancar a hemorragia e, sempre que possível, a reconstrução renal para preservar a função do órgão, evitando a nefrectomia total. A angioembolização é uma alternativa minimamente invasiva para controlar sangramentos em pacientes estáveis.
Os principais objetivos são o controle vascular precoce para conter hemorragias e estabilizar o paciente, e a reconstrução renal para preservar a maior quantidade possível de tecido renal funcional, evitando a nefrectomia total sempre que viável.
O tratamento conservador é a primeira opção para a maioria dos traumas renais (graus I a III, e muitos IV) em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem evidência de lesão vascular grave ou extravasamento urinário significativo.
A indicação de cirurgia é absoluta em casos de instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação volêmica, lesões vasculares renais maiores, extravasamento urinário extenso ou lesões renais grau V (rim esfacelado ou avulsão do pedículo).
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