IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
A cirurgia desempenha um papel central no tratamento da Retocolite ulcerativa inespecífica (RCUI). Sobre a tratamento cirúrgico da RCUIA, assinale a alternativa correta.
Anastomose reservatório-anal com sutura manual na RCUI → mucosectomia no canal anal a partir da linha pectínea.
A alternativa E descreve corretamente um passo da proctocolectomia restauradora com bolsa ileal (J-pouch) e anastomose reservatório-anal manual. A mucosectomia do canal anal é realizada para remover a mucosa retal doente e prevenir o risco de displasia ou câncer residual, conectando a bolsa ileal diretamente ao músculo esfincteriano.
A retocolite ulcerativa inespecífica (RCUI) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto. Embora o tratamento seja predominantemente clínico, a cirurgia desempenha um papel crucial em casos selecionados, oferecendo uma cura para a doença colônica. A principal cirurgia para RCUI é a proctocolectomia restauradora com bolsa ileal (IPAA ou J-pouch), que visa remover todo o tecido doente e restaurar a continuidade intestinal. A técnica da IPAA envolve a remoção do cólon e reto, seguida pela criação de um reservatório a partir do íleo terminal, que é então anastomosado ao canal anal. Para a anastomose reservatório-anal com sutura manual, é frequentemente realizada uma mucosectomia do canal anal, que consiste na remoção da mucosa retal remanescente a partir da linha pectínea. Este passo é fundamental para eliminar o risco de risco de displasia ou câncer na mucosa residual e para otimizar o resultado funcional. Residentes devem estar familiarizados com as indicações cirúrgicas, as diferentes abordagens (como a colectomia com ileostomia terminal de Brooke para casos de emergência ou pacientes frágeis, e a colectomia com anastomose ileorretal, que tem indicações muito limitadas na RCUI) e os detalhes técnicos da proctocolectomia restauradora, pois é um procedimento complexo com impacto significativo na qualidade de vida do paciente.
A cirurgia é indicada para RCUI em casos de falha do tratamento clínico, doença refratária, displasia de alto grau ou câncer, megacólon tóxico, hemorragia incontrolável ou perfuração.
É a cirurgia mais comum para RCUI, que remove todo o cólon e reto, criando um reservatório (bolsa) a partir do íleo terminal que é anastomosado ao canal anal. Isso permite ao paciente evacuar pelo ânus, evitando uma ileostomia definitiva.
A mucosectomia anal remove a mucosa retal residual doente, que é a principal fonte de risco para displasia ou câncer no futuro. Ao remover essa mucosa, a bolsa ileal é anastomosada diretamente ao esfíncter anal, minimizando o risco de recorrência da doença na área de transição.
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