HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2022
Homem de 56 anos dá entrada no PS devido a hematêmese. Após estabilização clínica, foi realizada Endoscopia Digestiva Alta que evidenciou abaulamento no corpo gástrico (grande curvatura) e pequena úlcera com sinais de sangramento recente, sendo feita biópsia que revelou tratar-se de tumor estromal. TC de tórax e abdome: lesão de 4,8 cm no corpo gástrico, sem lesão pulmonar, hepática, ascite ou implante peritoneal. Qual a conduta mais indicada?
GIST gástrico < 5cm, sem metástases → ressecção cirúrgica sem linfadenectomia.
Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) de baixo risco, como os gástricos menores que 5 cm sem sinais de malignidade avançada, são tratados primariamente com ressecção cirúrgica. A linfadenectomia não é rotineiramente indicada, pois a disseminação linfática é rara neste tipo de tumor.
O Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) é o tumor mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal. Sua incidência é relativamente baixa, mas representa um desafio diagnóstico e terapêutico. A localização gástrica é a mais frequente, seguida pelo intestino delgado. A importância clínica reside na necessidade de um manejo adequado para evitar recorrência e metástases, que são as principais causas de morbimortalidade. O diagnóstico é feito por biópsia, e a avaliação da extensão da doença por exames de imagem como a TC. A fisiopatologia está frequentemente ligada a mutações no gene KIT ou PDGFRA. O prognóstico e a conduta dependem de fatores como tamanho do tumor, índice mitótico e localização. Tumores gástricos pequenos (<5 cm) e com baixo índice mitótico geralmente têm bom prognóstico. O tratamento de escolha para GIST ressecável é a cirurgia, com ressecção completa do tumor e margens livres. A linfadenectomia não é necessária devido à baixa taxa de metástases linfáticas. Em casos de tumores maiores ou com alto risco, a terapia adjuvante ou neoadjuvante com Imatinibe (inibidor de tirosina quinase) pode ser indicada para melhorar os resultados. O acompanhamento pós-operatório é crucial para detectar recorrências.
A conduta inicial mais indicada para um GIST gástrico menor que 5 cm, sem evidência de metástases, é a ressecção cirúrgica. A via laparoscópica é preferível quando tecnicamente viável.
A linfadenectomia não é rotineiramente indicada em GIST porque a disseminação linfática é rara. A principal via de metástase do GIST é hematogênica ou por implantes peritoneais, não linfática.
A quimioterapia neoadjuvante com Imatinibe é considerada para GIST de alto risco, tumores muito grandes que dificultam a ressecção completa ou para reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia, visando uma ressecção R0.
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