UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
O empiema pleural é sabidamente uma situação clínica gravíssima e potencialmente letal, se não tratado adequadamente e em tempo hábil. O seu tratamento deve ter sempre um componente clínico, com manejo adequado da sepse, comum na maioria deles, e um componente cirúrgico/invasivo. Como é sabido, o tratamento tanto clínico como cirúrgico varia de acordo com as três fases em que o empiema pleural pode ser classificado: fase exsudativa, fase fibrinopurulenta e fase de organização. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de tratamento cirúrgico, em linhas gerais, para suas três fases evolutivas.
Empiema pleural: fase exsudativa (drenagem), fibrinopurulenta (decorticação), organização (drenagem aberta).
O tratamento do empiema pleural evolui com as fases da doença. Inicialmente, a drenagem simples é suficiente. Em fases mais avançadas, procedimentos cirúrgicos como decorticação e drenagem aberta são necessários para remover o material purulento e permitir a reexpansão pulmonar.
O empiema pleural é uma infecção grave do espaço pleural, caracterizada pelo acúmulo de pus. Sua incidência é significativa, especialmente em pacientes com pneumonia, trauma torácico ou cirurgia prévia. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar complicações como sepse, fibrose pleural e encarceramento pulmonar. A fisiopatologia envolve a progressão de um derrame pleural parapneumônico simples para um processo inflamatório complexo com formação de fibrina e loculações. O diagnóstico baseia-se em achados clínicos, radiológicos e análise do líquido pleural (pH baixo, glicose baixa, LDH alto, cultura positiva). A suspeita deve ser alta em pacientes com febre persistente e derrame pleural. O tratamento é multifacetado, combinando antibioticoterapia sistêmica com intervenções para drenar o espaço pleural. A escolha da intervenção cirúrgica depende da fase da doença: drenagem pleural simples na fase exsudativa, decorticação pulmonar (VATS ou aberta) na fase fibrinopurulenta para remover material fibrinoso, e drenagem aberta ou decorticação mais extensa na fase de organização para um pulmão aprisionado.
As fases do empiema pleural são exsudativa (acúmulo de líquido estéril), fibrinopurulenta (formação de fibrina e pus) e de organização (formação de uma casca fibrosa que aprisiona o pulmão).
A fase fibrinopurulenta geralmente requer decorticação pulmonar, que pode ser realizada por videotoracoscopia (VATS) ou toracotomia aberta, para remover fibrina e pus e permitir a reexpansão pulmonar.
A drenagem aberta é geralmente reservada para a fase de organização, empiemas crônicos, ou quando outras abordagens falharam, permitindo a drenagem contínua do espaço pleural e cicatrização.
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