UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Em relação ao tratamento cirúrgico da doença do refluxo gastroesofageano (DRGE), analise as opções seguintes e identifique a alternativa CORRETA que contempla os conceitos atuais acerca do manejo cirúrgico:
Boa resposta a IBP → forte preditor de sucesso da cirurgia antirrefluxo para DRGE.
A resposta positiva aos inibidores de bomba de prótons (IBPs) é um dos mais importantes preditores de sucesso da cirurgia antirrefluxo na DRGE, pois indica que os sintomas do paciente são de fato causados por refluxo ácido, que é o que a cirurgia visa corrigir.
O tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) envolve abordagens clínicas e cirúrgicas. A cirurgia antirrefluxo, mais comumente a fundoplicatura de Nissen, é uma opção eficaz para pacientes selecionados, mas a escolha do candidato ideal é crucial para garantir o sucesso do procedimento. Compreender os preditores de sucesso e as contraindicações é fundamental para o manejo adequado da DRGE. Um dos mais fortes preditores de sucesso da cirurgia antirrefluxo é a boa resposta aos inibidores de bomba de prótons (IBPs). Isso indica que os sintomas do paciente são predominantemente causados por refluxo ácido, que é o mecanismo que a cirurgia visa corrigir ao restaurar a barreira antirrefluxo. Pacientes que não respondem aos IBPs, ou que apresentam fenótipos como pirose funcional ou hipersensibilidade esofágica, geralmente não se beneficiam da cirurgia, pois seus sintomas não estão relacionados a um refluxo ácido patológico corrigível cirurgicamente. A cirurgia não é a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes com DRGE, que são bem controlados com terapia medicamentosa. As indicações para cirurgia incluem falha do tratamento clínico, complicações da DRGE (esofagite grave, estenose, esôfago de Barrett), regurgitação persistente, ou preferência do paciente por evitar medicação a longo prazo. Uma avaliação pré-operatória rigorosa, incluindo endoscopia, manometria e pHmetria/impedanciometria, é essencial para confirmar o diagnóstico de DRGE e identificar os pacientes que mais se beneficiarão da intervenção cirúrgica.
Uma boa resposta aos IBPs sugere que os sintomas do paciente são primariamente causados por refluxo ácido, o que a cirurgia antirrefluxo visa corrigir. Pacientes que não respondem aos IBPs podem ter outras causas para seus sintomas, como pirose funcional, onde a cirurgia é menos eficaz.
A cirurgia não é indicada para pacientes com pirose funcional ou hipersensibilidade esofágica, onde não há refluxo ácido patológico ou o problema é a percepção da dor, respectivamente. Nesses casos, a cirurgia não corrige a causa subjacente dos sintomas.
Os principais objetivos são eliminar os sintomas de refluxo, curar a esofagite, prevenir complicações como estenose e esôfago de Barrett, e permitir a descontinuação da medicação em longo prazo, melhorando a qualidade de vida do paciente.
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