FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
Em relação ao tratamento da cetoacidose diabética, é correto afirmar:
CAD: Insulina IV é padrão; IM pode ser considerada em casos leves/moderados ou sem acesso IV, mas com absorção imprevisível.
O tratamento da cetoacidose diabética (CAD) é complexo e envolve hidratação vigorosa, insulinoterapia e correção de eletrólitos. Embora a insulina intravenosa seja o padrão-ouro, a insulina intramuscular pode ser uma alternativa em casos leves a moderados ou em situações de recursos limitados, embora sua absorção seja menos previsível.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. O tratamento visa corrigir a desidratação, a hiperglicemia e a acidose, além de repor eletrólitos. A fluidoterapia inicial com soro fisiológico 0,9% é crucial para restaurar o volume intravascular e melhorar a perfusão tecidual. A insulinoterapia, preferencialmente por via intravenosa contínua, é essencial para inibir a cetogênese e reduzir a glicemia. Embora a insulina intravenosa seja o padrão-ouro para o tratamento da CAD moderada a grave, a insulina intramuscular pode ser considerada em casos leves a moderados, especialmente em ambientes com recursos limitados ou onde o acesso venoso é um desafio. No entanto, a absorção da insulina intramuscular pode ser mais errática. A monitorização rigorosa dos eletrólitos, especialmente o potássio, é fundamental, pois a hipopotassemia é uma complicação frequente e potencialmente fatal do tratamento, exigindo reposição. O uso de bicarbonato de sódio é controverso e geralmente restrito a casos de acidose extremamente grave (pH < 6,9 ou 7,0) devido aos riscos de acidose paradoxal do LCR, hipopotassemia e edema cerebral. A adição de soro glicosado a 5% é indicada quando a glicemia atinge cerca de 200-250 mg/dL para prevenir a hipoglicemia enquanto a insulinoterapia é mantida para resolver a cetoacidose. O manejo adequado da CAD exige uma compreensão aprofundada de todos esses componentes para garantir a segurança e a recuperação do paciente.
A conduta inicial para correção da desidratação na cetoacidose diabética é a administração de solução salina isotônica (NaCl 0,9%). A taxa e o tipo de fluido podem ser ajustados conforme o estado de hidratação e os níveis de sódio do paciente.
O uso de bicarbonato de sódio na cetoacidose diabética é geralmente reservado para casos de acidose grave, com pH arterial < 6,9 ou < 7,0, e em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou arritmias cardíacas graves, devido aos potenciais efeitos adversos.
A hipopotassemia é uma complicação comum durante o tratamento da CAD porque a insulina promove o deslocamento do potássio do espaço extracelular para o intracelular. Além disso, a correção da acidose e a diurese osmótica contribuem para a perda de potássio.
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