SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015
Adolescente de 12 anos, diabético desde os 4 anos, apresentando otite média aguda e descompensação metabólica » cetoacidose. Respiração acidótica e algum grau de confusão mental. Ex laboratoriais: Glicemia: 500 mg/dl; cetonúria ++++; pH 7.1; pCO2 20 mmHg; pO2 98 mmHg; SatO2 97%; bicarbonato 5 mEq/L. Conduta mais apropriada:
CAD grave: Hidratação SF 0,9% (20ml/kg 1ªh), insulina na 2ªh, potássio após diurese, bicarbonato SÓ se pH < 6.9.
O manejo da cetoacidose diabética (CAD) inicia com hidratação vigorosa com soro fisiológico 0,9% para restaurar o volume intravascular. A insulinoterapia deve ser iniciada após a expansão inicial do volume, geralmente na segunda hora. A reposição de potássio é crucial, mas apenas após a confirmação da diurese e monitoramento dos níveis séricos. Bicarbonato de sódio é reservado para casos de acidose muito grave (pH < 6.9 ou 7.0) devido aos riscos.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É uma emergência médica que requer tratamento imediato e intensivo. A fisiopatologia envolve a deficiência de insulina e o aumento dos hormônios contrarreguladores, levando à gliconeogênese, glicogenólise e lipólise, com produção excessiva de corpos cetônicos. O manejo da CAD segue uma sequência bem definida. A primeira e mais crucial etapa é a hidratação venosa agressiva com soro fisiológico 0,9% para corrigir a desidratação severa e restaurar o volume intravascular. A expansão inicial é de 10-20 mL/kg na primeira hora. A insulinoterapia, geralmente com insulina regular intravenosa em infusão contínua, deve ser iniciada após a expansão inicial do volume, para evitar a piora da hipocalemia e o risco de choque. A reposição de potássio é fundamental, pois a acidose e a insulina podem levar à hipocalemia, mas deve ser feita apenas após a confirmação da diurese e monitoramento dos níveis séricos. A administração de bicarbonato de sódio é controversa e geralmente não é recomendada, exceto em casos de acidose extremamente grave (pH < 6.9 ou 7.0), devido aos riscos de edema cerebral, hipocalemia e acidose paradoxal do líquor. O monitoramento contínuo de eletrólitos, glicemia e gasometria é essencial.
A prioridade inicial no tratamento da CAD é a hidratação venosa vigorosa com soro fisiológico 0,9% para corrigir a desidratação e restaurar a perfusão tecidual.
A insulinoterapia deve ser iniciada após a expansão inicial do volume com fluidos, geralmente na segunda hora de tratamento, para evitar a piora da hipocalemia e do choque.
O bicarbonato de sódio é reservado para casos de acidose metabólica muito grave, com pH < 6.9 ou 7.0, devido aos riscos de edema cerebral, hipocalemia e acidose paradoxal do líquor.
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