UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 40a, refere hiperemia, dor e edema em tornozelo e pé direito há três dias. Ausência de comorbidades e internações prévias. Exame físico (ANEXO A): EM RELAÇÃO AO USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS A CONDUTA É ADMINISTRAR:
Celulite/Erisipela + Alergia à Penicilina → Clindamicina ou Macrolídeo são opções eficazes.
Em casos de celulite ou erisipela, as infecções de pele e partes moles mais comuns, os agentes etiológicos primários são *Streptococcus pyogenes* e, em menor grau, *Staphylococcus aureus*. Para pacientes com alergia à penicilina, a clindamicina ou um macrolídeo (como azitromicina ou claritromicina) são alternativas seguras e eficazes, cobrindo os principais patógenos.
A celulite e a erisipela são infecções bacterianas agudas da pele e do tecido subcutâneo, sendo a erisipela uma forma mais superficial com bordas bem demarcadas. Ambas são comumente causadas por *Streptococcus pyogenes* e, em menor extensão, por *Staphylococcus aureus*. A identificação e o tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações como abscessos, fasciite necrosante ou sepse. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na presença de hiperemia, dor, edema e calor local. A ausência de comorbidades significativas geralmente indica uma infecção não complicada. O uso racional de antimicrobianos é um princípio fundamental, visando a escolha do antibiótico mais eficaz e de menor espectro para o patógeno provável, minimizando a resistência bacteriana. Para pacientes com alergia à penicilina, é essencial selecionar alternativas seguras e eficazes. A clindamicina é uma excelente opção, pois cobre tanto estreptococos quanto estafilococos. Macrolídeos, como a azitromicina ou claritromicina, também são alternativas viáveis. A vancomicina ou teicoplanina são reservadas para casos mais graves, com suspeita de MRSA ou falha terapêutica, não sendo a primeira escolha para celulite não complicada.
Os principais agentes etiológicos da celulite e erisipela são *Streptococcus pyogenes* (estreptococo beta-hemolítico do grupo A) e, em menor frequência, *Staphylococcus aureus*. A identificação é crucial para a escolha do antibiótico.
A cobertura para MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) deve ser considerada em casos de celulite com abscesso, drenagem purulenta, falha terapêutica inicial, ou em pacientes com fatores de risco como uso de drogas intravenosas, infecção prévia por MRSA ou colonização conhecida.
Em pacientes sem alergia à penicilina, as opções de tratamento para celulite não complicada incluem penicilina, amoxicilina-clavulanato, cefalexina ou dicloxacilina, visando cobrir os estreptococos e estafilococos sensíveis à meticilina.
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