Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
Uma paciente de 58 anos de idade, 2G2PN, com IMC igual a 26 kg/m², casada e com vida sexual ativa, está sendo avaliada em uma consulta. Nega morbidades crônicas, uso de medicações ou cirurgias prévias. Queixa-se de urgência miccional e noctúria há cinco meses, informando que levanta até duas vezes por noite para urinar. Refere ter apresentado dois episódios de incontinência urinária, com saída de grande quantidade de urina nessas ocasiões.Entre as alternativas a seguir, assinale a que apresenta o tratamento mais adequado para a paciente referida nesse caso hipotético, considerando a principal hipótese diagnóstica.
Urgência miccional + noctúria + incontinência de urgência → Bexiga Hiperativa = Anticolinérgicos + comportamental + fisio.
A paciente apresenta sintomas clássicos de bexiga hiperativa (urgência miccional, noctúria e incontinência de urgência). O tratamento inicial para esta condição é conservador, combinando medidas comportamentais, fisioterapia do assoalho pélvico e, se necessário, farmacoterapia com anticolinérgicos.
A bexiga hiperativa (BH) é uma síndrome clínica caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de frequência e noctúria, na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia. Afeta significativamente a qualidade de vida e sua prevalência aumenta com a idade, sendo um desafio comum na prática ginecológica e urológica. É crucial para residentes reconhecerem seus sintomas e a abordagem inicial. A fisiopatologia envolve disfunção do músculo detrusor, que se contrai involuntariamente. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exclusão de outras causas. O estudo urodinâmico pode confirmar as contrações não inibidas do detrusor, mas não é mandatório para iniciar o tratamento conservador. A suspeita deve surgir em pacientes com queixas de urgência, frequência e noctúria, especialmente se associadas a episódios de perda urinária de grande volume. O tratamento inicial é sempre conservador, com medidas comportamentais (treinamento vesical, controle de líquidos, evitar irritantes vesicais) e fisioterapia do assoalho pélvico. Se estas medidas forem insuficientes, a farmacoterapia com anticolinérgicos (como oxibutinina, tolterodina, solifenacina) ou agonistas beta-3 (mirabegrona) é a próxima etapa. A cirurgia é reservada para casos refratários ou para incontinência urinária de esforço concomitante, não sendo a primeira opção para a bexiga hiperativa.
Os sintomas cardinais da bexiga hiperativa incluem urgência miccional (desejo súbito e inadiável de urinar), geralmente acompanhada de frequência urinária aumentada, noctúria (acordar à noite para urinar) e, em alguns casos, incontinência urinária de urgência.
A abordagem terapêutica inicial é conservadora, começando com medidas comportamentais (treinamento vesical, restrição de líquidos, modificação da dieta) e fisioterapia do assoalho pélvico. Se estas não forem suficientes, pode-se associar farmacoterapia com anticolinérgicos ou agonistas beta-3.
A cirurgia, como o sling, é primariamente indicada para incontinência urinária de esforço, que é a perda de urina associada a atividades que aumentam a pressão intra-abdominal (tosse, espirro). Não é o tratamento de primeira linha para a incontinência de urgência ou bexiga hiperativa.
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