UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Sobre asma na infância, considere as afirmativas a seguir.I. Pacientes com exacerbação grave de asma não precisam receber corticosteroides sistêmicos.II. Pacientes com sintomas menos que duas vezes ao mês e sem fatores de risco para exacerbação podem usar salbutamol e corticosteroide inalatório apenas quando tiverem sintomas.III. Pacientes com dois despertares noturnos por semana devido à asma podem ter o tratamento iniciado com dose média diária de corticosteroide inalatório e salbutamol apenas quando necessário.IV. Pacientes com necessidade de medicações de alívio mais do que duas vezes ao mês podem ter o tratamento iniciado com dose baixa diária de corticosteroide inalatório e salbutamol apenas quando necessário.Assinale a alternativa correta.
Asma infantil: exacerbação grave SEMPRE requer corticoide sistêmico; CI + SABA PRN para sintomas leves.
As diretrizes atuais da GINA enfatizam o uso de corticosteroides inalatórios (CI) como tratamento de controle para asma, mesmo em casos leves. Pacientes com exacerbação grave sempre necessitam de corticosteroides sistêmicos. A escolha do tratamento depende da frequência dos sintomas e do risco de exacerbações.
A asma na infância é uma doença crônica comum que requer manejo contínuo para controlar os sintomas e prevenir exacerbações. As diretrizes da GINA (Global Initiative for Asthma) são atualizadas regularmente e fornecem um guia baseado em evidências para o tratamento, enfatizando a importância do controle da inflamação das vias aéreas com corticosteroides inalatórios (CI). O tratamento da asma é escalonado de acordo com a gravidade dos sintomas e o risco de exacerbações. Para asma leve (sintomas menos de duas vezes ao mês e sem fatores de risco), as diretrizes atuais recomendam o uso de CI em dose baixa junto com um broncodilatador de curta ação (SABA) ou formoterol apenas quando necessário, em vez do uso isolado de SABA. Isso visa reduzir o risco de exacerbações graves. Para asma moderada a grave, o tratamento envolve o uso diário de CI em doses baixas a médias, muitas vezes em combinação com um agonista beta-2 de longa ação (LABA). A frequência de despertares noturnos e a necessidade de medicação de alívio são indicadores importantes do nível de controle da asma e guiam o ajuste do tratamento. Em casos de exacerbação grave, a administração de corticosteroides sistêmicos é mandatória, juntamente com broncodilatadores e oxigenoterapia, para reverter a inflamação aguda e prevenir desfechos adversos.
Sim, pacientes com exacerbação grave de asma sempre precisam receber corticosteroides sistêmicos. Estes medicamentos são cruciais para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir a progressão do quadro, sendo uma parte fundamental do tratamento de emergência.
Para pacientes com sintomas menos de duas vezes ao mês e sem fatores de risco, as diretrizes GINA recomendam o uso de corticosteroide inalatório (CI) em dose baixa, associado a um broncodilatador de curta ação (SABA) ou formoterol, apenas quando tiverem sintomas. O objetivo é evitar o uso isolado de SABA.
A frequência de despertares noturnos é um indicador da gravidade da asma e da necessidade de controle. Dois despertares noturnos por semana devido à asma indicam uma asma não controlada, e o tratamento deve ser escalonado, geralmente iniciando com dose média diária de corticosteroide inalatório e SABA apenas quando necessário.
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