SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
O angiossarcoma cutâneo é um sarcoma de partes moles, raro e agressivo, derivado do endotélio de vasos sanguíneos ou linfáticos. Qual das seguintes afirmações abaixo sobre o angiossarcoma cutâneo é a mais correta?
Angiossarcoma cutâneo: Ressecção com margens negativas + Radioterapia adjuvante = padrão-ouro de tratamento.
O tratamento do angiossarcoma cutâneo, um sarcoma raro e agressivo, é multimodal, tendo como pilar a ressecção cirúrgica com margens histologicamente negativas, complementada por radioterapia no campo envolvido para otimizar o controle local da doença.
O angiossarcoma cutâneo é um tipo raro e altamente agressivo de sarcoma de partes moles, derivado das células endoteliais de vasos sanguíneos ou linfáticos. Sua apresentação clínica pode ser variada, muitas vezes mimetizando lesões benignas, o que pode atrasar o diagnóstico. É crucial para residentes e profissionais de saúde reconhecer a importância de uma abordagem diagnóstica e terapêutica agressiva devido ao seu alto potencial de recorrência local e metástase. O pilar do tratamento do angiossarcoma cutâneo é a ressecção cirúrgica completa, buscando margens histologicamente negativas (livres de tumor). Dada a natureza infiltrativa e a alta taxa de recorrência local, a radioterapia adjuvante no campo cirúrgico é um componente essencial do tratamento para otimizar o controle local da doença. A quimioterapia pode ser considerada em cenários específicos, como doença metastática ou neoadjuvância, mas não é o tratamento padrão adjuvante. O prognóstico do angiossarcoma cutâneo é geralmente desfavorável, com taxas de sobrevida em cinco anos que variam, mas frequentemente são inferiores a 60%. A doença tem uma propensão significativa para metástases, tanto linfonodais quanto a distância, o que exige um estadiamento cuidadoso e acompanhamento rigoroso. A abordagem multidisciplinar, envolvendo cirurgiões oncológicos, radioterapeutas e oncologistas clínicos, é fundamental para o manejo ideal desses pacientes.
O tratamento padrão para o angiossarcoma cutâneo consiste na ressecção cirúrgica com obtenção de margens histologicamente negativas, seguida de radioterapia adjuvante no campo envolvido. Esta abordagem multimodal visa o controle local da doença e a redução do risco de recorrência.
A quimioterapia não é o tratamento padrão adjuvante para o angiossarcoma cutâneo, mas pode ser considerada em casos de doença avançada, metastática ou como terapia neoadjuvante para reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia. Sua indicação é individualizada.
O angiossarcoma cutâneo é um tumor agressivo com prognóstico reservado, e a taxa de sobrevida em cinco anos é geralmente inferior a 60%. Metástases para linfonodos regionais não são raras, ocorrendo em uma proporção significativa de casos, o que justifica a avaliação cuidadosa dos gânglios.
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