Angiomiolipoma Renal: Quando e Como Tratar?

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

O angiomiolipoma é um tumor benigno composto de tecido vascular, muscular e adiposo, pode acometer o parênquima renal e ser reconhecido na tomografia de abdome como lesão sólida com baixa densidade, a maioria das vezes, podendo ser diferenciada radiologicamente de leões malignas renais. A embolização arterial seletiva ou a cirurgia preservadora de néfrons é indicada no tratamento de angiomiolipomas renais em

Alternativas

  1. A) tumores grandes com limiar para intervenção, recomendado, de 3 cm de diâmetro.
  2. B) mulheres em idade fértil.
  3. C) jovens do sexo masculino hipertensos mesmo que estejam adequadamente acompanhamento.
  4. D) caso de dor intermitente ou episódios crônicos e intermitentes de sangramento.

Pérola Clínica

Indica-se intervenção em angiomiolipoma renal se >4 cm, sintomático, crescimento rápido ou em mulheres em idade fértil, pelo risco de ruptura.

Resumo-Chave

Mulheres em idade fértil representam um grupo de risco para o crescimento e ruptura de angiomiolipomas devido à presença de receptores hormonais no tumor. A gravidez, com seu aumento de estrogênio e progesterona, pode acelerar o crescimento e aumentar o risco de sangramento, justificando a intervenção profilática.

Contexto Educacional

O angiomiolipoma (AML) é o tumor renal benigno sólido mais comum, composto por uma proporção variável de vasos sanguíneos anômalos, músculo liso e tecido adiposo. Pode ocorrer de forma esporádica, mais comum em mulheres de meia-idade, ou associado à esclerose tuberosa, caso em que os tumores são frequentemente múltiplos, bilaterais e maiores. O diagnóstico é geralmente feito por exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que identificam a presença de gordura macroscópica na lesão. O principal risco associado ao AML é a ruptura espontânea com hemorragia retroperitoneal, uma emergência médica conhecida como Síndrome de Wunderlich. O risco de sangramento aumenta com o tamanho do tumor (especialmente >4 cm) e com a presença de aneurismas intratumorais. As indicações para intervenção profilática visam prevenir essa complicação. Além do tamanho >4 cm e da presença de sintomas, mulheres em idade fértil, mesmo com tumores menores, são consideradas um grupo de risco que pode se beneficiar do tratamento. As opções terapêuticas que preservam o néfron, como a embolização arterial seletiva ou a nefrectomia parcial, são preferíveis à nefrectomia radical.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de um angiomiolipoma renal complicado com sangramento?

A complicação mais temida é a hemorragia retroperitoneal espontânea (Síndrome de Wunderlich), que se manifesta com a tríade clássica de dor súbita no flanco, massa palpável e choque hipovolêmico.

Qual a conduta para um angiomiolipoma renal assintomático de 2 cm?

Para angiomiolipomas pequenos (<4 cm) e assintomáticos, a conduta recomendada é a vigilância ativa ('watchful waiting') com exames de imagem periódicos (ultrassonografia ou tomografia) para monitorar o crescimento do tumor.

Por que mulheres em idade fértil são um grupo de risco para complicações do angiomiolipoma?

Os angiomiolipomas frequentemente expressam receptores de progesterona e, em menor grau, de estrogênio. As flutuações hormonais, especialmente durante a gravidez, podem estimular o crescimento do tumor e aumentar sua vascularização, elevando o risco de ruptura e sangramento.

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