PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
O angiomiolipoma é um tumor benigno composto de tecido vascular, muscular e adiposo, pode acometer o parênquima renal e ser reconhecido na tomografia de abdome como lesão sólida com baixa densidade, a maioria das vezes, podendo ser diferenciada radiologicamente de leões malignas renais. A embolização arterial seletiva ou a cirurgia preservadora de néfrons é indicada no tratamento de angiomiolipomas renais em
Indica-se intervenção em angiomiolipoma renal se >4 cm, sintomático, crescimento rápido ou em mulheres em idade fértil, pelo risco de ruptura.
Mulheres em idade fértil representam um grupo de risco para o crescimento e ruptura de angiomiolipomas devido à presença de receptores hormonais no tumor. A gravidez, com seu aumento de estrogênio e progesterona, pode acelerar o crescimento e aumentar o risco de sangramento, justificando a intervenção profilática.
O angiomiolipoma (AML) é o tumor renal benigno sólido mais comum, composto por uma proporção variável de vasos sanguíneos anômalos, músculo liso e tecido adiposo. Pode ocorrer de forma esporádica, mais comum em mulheres de meia-idade, ou associado à esclerose tuberosa, caso em que os tumores são frequentemente múltiplos, bilaterais e maiores. O diagnóstico é geralmente feito por exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que identificam a presença de gordura macroscópica na lesão. O principal risco associado ao AML é a ruptura espontânea com hemorragia retroperitoneal, uma emergência médica conhecida como Síndrome de Wunderlich. O risco de sangramento aumenta com o tamanho do tumor (especialmente >4 cm) e com a presença de aneurismas intratumorais. As indicações para intervenção profilática visam prevenir essa complicação. Além do tamanho >4 cm e da presença de sintomas, mulheres em idade fértil, mesmo com tumores menores, são consideradas um grupo de risco que pode se beneficiar do tratamento. As opções terapêuticas que preservam o néfron, como a embolização arterial seletiva ou a nefrectomia parcial, são preferíveis à nefrectomia radical.
A complicação mais temida é a hemorragia retroperitoneal espontânea (Síndrome de Wunderlich), que se manifesta com a tríade clássica de dor súbita no flanco, massa palpável e choque hipovolêmico.
Para angiomiolipomas pequenos (<4 cm) e assintomáticos, a conduta recomendada é a vigilância ativa ('watchful waiting') com exames de imagem periódicos (ultrassonografia ou tomografia) para monitorar o crescimento do tumor.
Os angiomiolipomas frequentemente expressam receptores de progesterona e, em menor grau, de estrogênio. As flutuações hormonais, especialmente durante a gravidez, podem estimular o crescimento do tumor e aumentar sua vascularização, elevando o risco de ruptura e sangramento.
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