UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Menina de 7 anos chega à emergência com quadro de urticária generalizada e broncoespasmo iniciado há cerca de 30 minutos após ingestão de confeito de amendoim. A mãe informa que a criança apresentou episódio semelhante há dois anos ao comer paçoca. O tratamento inicial de escolha para o caso é a administração de:
Anafilaxia (urticária + broncoespasmo pós-alérgeno) → Epinefrina IM é o tratamento de primeira linha.
A anafilaxia é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal, caracterizada por envolvimento de múltiplos sistemas (pele, respiratório, cardiovascular). A epinefrina intramuscular é o tratamento de escolha por sua ação rápida e potente na reversão dos sintomas, sendo superior a corticosteroides ou anti-histamínicos isolados em emergências.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que exige reconhecimento imediato e tratamento urgente. É desencadeada pela liberação maciça de mediadores inflamatórios, como histamina, de mastócitos e basófilos, geralmente após exposição a alérgenos como alimentos (amendoim, frutos do mar), picadas de insetos ou medicamentos. A prevalência tem aumentado, e a capacidade de diagnosticar e tratar prontamente é uma habilidade crítica para qualquer profissional de saúde. A fisiopatologia envolve uma resposta imunológica exagerada, frequentemente mediada por IgE, que leva a uma vasodilatação generalizada, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e contração da musculatura lisa gastrointestinal. Clinicamente, manifesta-se com envolvimento de dois ou mais sistemas orgânicos, como pele (urticária, angioedema), respiratório (dispneia, sibilância), cardiovascular (hipotensão, taquicardia) e gastrointestinal (vômitos, dor abdominal). A história de exposição a um alérgeno e episódios prévios semelhantes reforçam a suspeita. O tratamento de escolha e mais importante para a anafilaxia é a epinefrina (adrenalina) por via intramuscular. Ela deve ser administrada sem demora, pois sua ação alfa-adrenérgica promove vasoconstrição, elevando a pressão arterial e reduzindo o edema, enquanto sua ação beta-adrenérgica causa broncodilatação e inibe a liberação de mediadores. Corticosteroides e anti-histamínicos são adjuvantes úteis para controlar sintomas residuais e prevenir a fase tardia da reação, mas não substituem a epinefrina na fase aguda. A observação hospitalar após o tratamento é fundamental devido ao risco de reações bifásicas.
O tratamento de primeira linha para anafilaxia em crianças é a epinefrina (adrenalina) administrada por via intramuscular, preferencialmente na face anterolateral da coxa, devido à sua rápida absorção e início de ação.
A epinefrina atua como um agonista alfa e beta-adrenérgico, causando vasoconstrição (aumentando a pressão arterial), broncodilatação (melhorando a respiração) e reduzindo a liberação de mediadores inflamatórios, revertendo os sintomas da anafilaxia.
Os sinais e sintomas incluem urticária, angioedema, prurido, broncoespasmo, estridor, dispneia, hipotensão, tontura, dor abdominal, vômitos e, em casos graves, choque e perda de consciência, geralmente com início rápido após exposição ao alérgeno.
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